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Acidente de trabalho

Advogado para acidente de trabalho: quando procurar, o que ele faz e o que levar

Quando vale procurar um advogado para acidente de trabalho: empresa que não emitiu a CAT, INSS que negou ou cortou o benefício, sequela, demissão durante a estabilidade e indenização, o que ele faz contra a empresa e contra o INSS, os prazos e os documentos para levar.

Atualizado em 2026 · Leitura de 8 minutos

Em resumo
  • Vale procurar um advogado para acidente de trabalho quando a empresa não emitiu a CAT, o INSS negou ou cortou o benefício, ficou sequela, que pode gerar pensão mensal vitalícia de até 100% do salário, ou houve demissão durante a estabilidade.
  • O caso pode ter duas frentes: a ação contra a empresa, na Justiça do Trabalho, e o benefício contra o INSS, na Justiça Estadual.
  • O prazo corre desde que você soube da lesão, e guardar o atendimento médico, a CAT e os holerites ajuda em qualquer caminho.

Você se machucou no trabalho e agora surgem as dúvidas: a empresa vai pagar, o INSS vai reconhecer, a empresa pode me mandar embora? Em muitos casos, o acidente se resolve sem briga. Mas, quando algo dá errado, quanto antes você tem orientação, mais caminhos ficam abertos. Este guia mostra quando procurar um advogado para acidente de trabalho, o que ele faz e o que levar na primeira conversa.

Vale procurar um advogado para acidente de trabalho quando a empresa não emitiu a CAT, quando o INSS negou ou cortou o benefício, quando ficou sequela e quando a empresa demitiu você durante a estabilidade de 12 meses. O caso pode ter duas frentes: contra a empresa, na Justiça do Trabalho, e contra o INSS, na Justiça Estadual. Os prazos correm desde que você soube da lesão, por isso o melhor é conversar cedo, com os documentos na mão.

A seguir, você vê os sinais de que é hora de procurar ajuda, o que cada frente envolve e o que levar.

📋 O que você vai ver neste artigo

Quando procurar um advogado para acidente de trabalho

Nem todo acidente exige advogado. Se a empresa emitiu a CAT, o INSS concedeu o benefício acidentário e você voltou ao trabalho sem sequela, o caminho costuma ser simples. Os sinais abaixo indicam que o caso saiu do padrão:

SituaçãoPor que vale conferir
A empresa não emitiu a CAT, ou disse que “não foi acidente”Sem a CAT, o INSS tende a dar o benefício comum, e você pode perder a estabilidade e o FGTS do afastamento
O INSS negou o benefício ou o cortou antes da recuperaçãoA decisão pode ser revista no INSS ou na Justiça, com laudos e relatórios médicos
Ficou sequela, dor permanente ou perda de movimentoPode haver auxílio-acidente e indenização da empresa, com pensão mensal vitalícia
Você foi demitido depois do acidenteA estabilidade de 12 meses pode garantir os salários do período
A empresa não cuidou da segurança, ou não deu o equipamentoPode haver culpa da empresa, base para a indenização
O acidente foi grave, com amputação ou morteA família pode ter direito a pensão e a indenização

O que faz o advogado para acidente de trabalho contra a empresa

Contra a empresa, o caso corre na Justiça do Trabalho. O advogado reúne as provas do acidente, pede a perícia e cobra o que a lei garante: a estabilidade, o FGTS do período de afastamento e a indenização por dano moral, material e estético, incluindo a pensão mensal quando há perda da capacidade de trabalho. A indenização depende de provar a relação entre o trabalho e a lesão e, em regra, a culpa da empresa. Nas atividades de risco, o STF entende que a empresa responde mesmo sem culpa comprovada. Veja indenização por acidente de trabalho e dano estético.

O que faz o advogado para acidente de trabalho contra o INSS

Contra o INSS, o objetivo é o benefício certo: o auxílio-doença acidentário durante o afastamento e o auxílio-acidente depois da alta, se ficou sequela. O advogado confere o CNIS e a CAT, prepara o pedido e, se o INSS negar, entra com a ação. As ações sobre benefícios acidentários correm na Justiça Estadual, e as ações contra a empresa, na Justiça do Trabalho. Por isso, um mesmo acidente pode gerar dois processos, com prazos e provas diferentes.

A estabilidade de 12 meses depois do acidente

Quem se afasta com benefício acidentário tem estabilidade de 12 meses depois da alta (art. 118 da Lei 8.213/1991). Se a empresa demite nesse período, o trabalhador pode pedir a reintegração ou o pagamento dos salários do tempo que faltava. Na doença do trabalho descoberta depois da saída, a estabilidade também pode valer. Esse é um dos pontos em que o advogado mais costuma fazer diferença, porque a prova depende do tipo de benefício e do nexo com o trabalho. Veja estabilidade depois do afastamento.

Pensão mensal vitalícia: quem entrou são para trabalhar deve sair são

A lógica da reparação é simples: quem entra são para trabalhar deveria sair são. Quando isso não acontece por culpa da empresa, ou em atividade de risco, a lei manda reparar o dano (arts. 186, 927 e 950 do Código Civil). Se a lesão reduz a capacidade de trabalho, a empresa pode ter de pagar uma pensão mensal, calculada sobre o seu salário real. O percentual acompanha a perda apontada pela perícia, e nos casos mais graves ele chega a 100%:

Perda da capacidade de trabalhoPensão mensal, com salário de R$ 3.200
Parcial, de 30%R$ 960 por mês
Parcial, de 60%R$ 1.920 por mês
Total para a sua profissãoR$ 3.200 por mês, ou seja, 100% do salário

Nos casos permanentes, a pensão pode durar pelo resto da vida. Em muitos processos, o juiz fixa um prazo até a idade da expectativa de vida do IBGE. O juiz também pode mandar pagar tudo de uma vez só, mas isso não é automático (parágrafo único do art. 950). A pensão da empresa é cobrada à parte e pode ser recebida junto com o benefício do INSS (Tema 263 do TST). O valor depende da perícia, da sua idade, da culpa da empresa e das provas, e não existe valor garantido. Veja indenização por acidente de trabalho.

Prazo: até quando posso cobrar

O prazo da ação contra a empresa é de 5 anos, enquanto o contrato está em vigor, e de até 2 anos depois da saída (art. 7º, XXIX, da Constituição). Em regra, ele conta a partir do momento em que você soube, de forma definitiva, da lesão e das suas consequências, e não do dia do acidente. Cada caso tem detalhes, e por isso vale conferir cedo. Já a CAT você pode emitir a qualquer tempo, mesmo que a empresa não tenha emitido. Veja CAT.

O que levar na primeira conversa com o advogado para acidente de trabalho

Na primeira conversa, leve o que você tiver, sem esperar completar tudo:

Se faltar algum documento, o advogado ajuda a pedir à empresa e ao INSS. A conversa é sigilosa, e a primeira conversa não obriga você a nada.

Como escolher um advogado para acidente de trabalho

Procure um profissional que atue com direito do trabalho e previdenciário, porque o acidente costuma envolver as duas áreas. Confira o número da OAB e desconfie de quem promete resultado ou valor certo, porque ninguém pode garantir isso. Pergunte como será a conversa, quem acompanha o seu caso e como combinar os honorários, por escrito. Veja como contratar um advogado trabalhista e quanto custa um advogado trabalhista.

O que a estabilidade pode valer: um caso hipotético

O caso abaixo é hipotético e usa situações comuns.

Diego trabalhava num depósito, com salário de R$ 3.200, e caiu de uma escada durante o trabalho. A empresa não emitiu a CAT, e ele ficou 8 meses afastado com o benefício comum. Dois meses depois da alta, a empresa o demitiu. Se a Justiça reconhecer o acidente e a estabilidade, restavam 10 meses do período protegido, o que dá cerca de R$ 32.000 em salários, mais férias, 13º e FGTS, antes de eventual indenização. O valor depende das provas e não inclui correção e juros.

O receio de procurar ajuda depois do acidente

Muita gente adia a conversa com um advogado por medo de perder o emprego, de ser visto como “problema” ou de entrar numa briga longa. Outras pessoas acham que, como a empresa tratou bem no começo, não vale reclamar. Mas o acidente deixa marcas que a empresa nem sempre reconhece depois, e a prova se perde com o tempo. Reunir os documentos desde cedo não obriga ninguém a entrar com ação, e mantém as suas opções abertas.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se você se viu em algum item, fale com um advogado, com sigilo.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que o TST e o STF já decidiram sobre o acidente de trabalho

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ Súmula 378 do TST

A estabilidade de 12 meses vale para quem se afastou por mais de 15 dias com benefício acidentário, e também para a doença do trabalho constatada depois da demissão.

Ver a fonte oficial

⚖️ Súmula 396 do TST

Se o período de estabilidade já acabou quando o processo termina, o trabalhador recebe os salários do período, mesmo sem voltar ao emprego.

Ver a fonte oficial

⚖️ Tema 263 dos recursos repetitivos do TST

A pensão mensal paga pela empresa pode ser recebida junto com o benefício do INSS, sem desconto.

Ver a fonte oficial

⚖️ Tema 932 do STF

Nas atividades de risco, a empresa responde pelo acidente mesmo sem culpa comprovada.

Ver a fonte oficial

Erros comuns depois do acidente de trabalho

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

O acidente de trabalho mistura saúde, benefício e emprego, e uma decisão em uma frente afeta a outra. O INSS usa o laudo para decidir o benefício, e a Justiça do Trabalho usa a perícia para decidir a indenização. Um advogado acompanha as duas frentes e cuida para que as provas de uma sirvam à outra.

Por isso, o advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado. Se a dúvida é até quando o benefício dura, veja se o auxílio-acidente é vitalício.

Se a dúvida é se dá para trabalhar sem perder o benefício, veja como trabalhar com auxílio-acidente.

Perguntas frequentes

Preciso de advogado se a empresa emitiu a CAT?

Nem sempre. Se o INSS concedeu o benefício e você voltou sem sequela, o caso pode ser simples. Mas vale conferir se a empresa respeitou a estabilidade e o FGTS.

O advogado para acidente de trabalho cuida do INSS e da empresa?

Pode cuidar das duas frentes. Contra a empresa, a ação corre na Justiça do Trabalho. Contra o INSS, o benefício acidentário corre na Justiça Estadual.

Posso procurar um advogado ainda afastado?

Pode, e é até melhor. Com o afastamento em andamento, as provas estão frescas e dá para conferir se o INSS deu o benefício certo.

A pensão mensal pode chegar a 100% do salário?

Pode, quando a perícia aponta perda total da capacidade para o trabalho que você fazia, e a empresa teve culpa ou atuava em atividade de risco. Na perda parcial, a pensão acompanha o percentual da perda. Cada caso depende da perícia.

O acidente de trajeto conta?

Conta. Para o INSS, o acidente no caminho de casa para o trabalho, ou o inverso, é acidente de trabalho. Veja acidente de trajeto.

E se eu não tinha carteira assinada?

Você também pode ter direitos. A Justiça pode reconhecer o vínculo, e você, o sindicato ou o médico podem emitir a CAT.

A empresa pode me demitir depois do acidente?

Pode, mas, se houve afastamento acidentário, a Justiça pode anular a demissão feita durante os 12 meses de estabilidade. Veja acidente de trabalho: direitos.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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Jeferson Ricardo Mendes
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me ajudaram do começo ao fim, esclareceram todas minhas duvidas, indico 100%... parabéns pessoal
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Cristina Pereira lima
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Muito bom dando sequência em meu processo e com êxito parabéns
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Mickaelly Ramos
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Estou sendo acompanhada pelo escritório em um processo trabalhista e, até o momento, tenho recebido um bom atendimento, com atenção, esclarecimento das minhas dúvidas e apoio durante o andamento do processo. Sempre que recebo notícias, eles me explicam os próximos passos e me deixam mais tranquila em relação ao que está acontecendo. Meu processo ainda não foi finalizado, mas faço questão de reconhecer o suporte e a dedicação que tenho recebido até aqui. Espero que tudo continue caminhando bem e agradeço pela atenção e pelo cuidado comigo durante essa fase. ❤️
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Fernanda Gonçalves
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Excelente advogados, secretária educada, tira todas as dúvidas, aguardando os próximos passos 😊 mais desde já agradeço
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Guilherme Silvério de Lima
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Muito ótimo atendimento e rápido a resposta
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Daramicaele Micaele
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Ótima experiência com todos eles, muito bem carinhosos, excelente trabalho, recomendo muito ❤️❤️🙏
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Carolina Rios
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Muito profissionais, super indico!
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tayna Lorrayna
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Extremamente competentes e atencioso, recomendo para qualquer um!!!

Você não precisa decidir isso sozinho

Depois de um acidente, é natural ficar em dúvida sobre o que pedir e a quem. Com o atendimento médico, a CAT e os holerites, um advogado trabalhista consegue mostrar quais são as suas opções e o que cada uma exige.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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