Escalas de trabalho: 6x1, 5x2, 12x36 e 4x3 explicadas, com os seus direitos
Como funcionam as principais escalas, os limites de horas e de folgas em cada uma, quando surgem horas extras e o que está em discussão no Congresso sobre a 6x1.
- Toda escala de trabalho precisa respeitar o limite de 44 horas por semana e garantir pelo menos uma folga de 24 horas seguidas a cada semana.
- Na 6x1, você trabalha seis dias e folga um; na 5x2, cinco e folga dois; na 12x36, trabalha 12 horas e descansa 36; e a 4x3 depende de acordo de compensação.
- Trabalhar mais de seis dias seguidos sem folga dá direito ao dia em dobro, e as horas acima do limite são extras.
6×1, 5×2, 12×36, 4×3: as escalas de trabalho definem quantos dias você trabalha, quantos descansa e, no fim das contas, quanto da sua vida fica para a família. Muita gente entra numa escala sem saber as regras. Por isso, passa anos trabalhando sete dias seguidos ou fazendo horas a mais que nunca aparecem no holerite. Neste guia, cada escala é explicada de forma simples, com os limites que a lei impõe e os sinais de que algo está errado.
Toda escala de trabalho precisa respeitar o limite de 44 horas por semana e garantir pelo menos uma folga de 24 horas seguidas a cada semana, de preferência no domingo. Na 6×1, você trabalha seis dias e folga um; na 5×2, trabalha cinco e folga dois; na 12×36, trabalha 12 horas e descansa 36; e a 4×3 depende de acordo de compensação. Trabalhar mais de seis dias seguidos sem folga dá direito ao pagamento do dia em dobro, e as horas acima do limite são extras.
A seguir, cada escala explicada, as regras de folga e de domingo, a discussão sobre o fim da 6×1 e um exemplo com números.
📋 O que você vai ver neste artigo
- As escalas de trabalho mais comuns
- Escala 6×1: regras e folgas
- Escala 5×2: o sábado compensado
- Escala 12×36 e escala 4×3
- Escalas de trabalho em turnos de revezamento
- Escalas de trabalho, folga semanal e domingo
- Mudança de escala sem aviso
- Escalas de trabalho e o horário noturno
- O fim da escala 6×1: o que está em discussão
- Quanto pode valer? Um exemplo com números
- Você se identifica com alguma destas situações?
- O que o TST já decidiu sobre escalas de trabalho e folgas
- Erros comuns nas escalas de trabalho
- Por que ter um advogado acompanhando o seu caso
- Perguntas frequentes
- O que dizem nossos clientes
- Você não precisa decidir isso sozinho
As escalas de trabalho mais comuns
| Escala | Como funciona | Horas por semana |
|---|---|---|
| 6×1 | 6 dias de trabalho e 1 de folga, em geral 7h20 por dia | Até 44 |
| 5×2 | 5 dias de trabalho e 2 de folga, em geral 8h48 por dia | Até 44 |
| 12×36 | 12 horas de trabalho e 36 de descanso | Cerca de 42 em média |
| 4×3 | 4 dias de até 10 horas e 3 de folga | Até 40 |
| Turnos de revezamento | Horários que mudam entre manhã, tarde e noite | 6 horas por dia, ou 8 com negociação coletiva |
Escala 6×1: regras e folgas
É a escala mais comum no comércio, em supermercados, farmácias e serviços. Assim, para fechar 44 horas em seis dias, a jornada costuma ser de 7 horas e 20 minutos por dia. Por outro lado, quem trabalha 8 horas por dia, seis dias por semana, faz 48 horas. Nesse caso, tem 4 horas extras por semana para receber. No comércio, a folga precisa cair no domingo pelo menos uma vez a cada três semanas. Veja jornada de trabalho.
Escala 5×2: o sábado compensado
Na 5×2, você trabalha de segunda a sexta e folga sábado e domingo, ou outros dois dias. Para não perder horas, a empresa costuma acrescentar 48 minutos por dia. Assim, compensa o sábado. Essa compensação semanal precisa de acordo. Se, além dela, a empresa chama você para trabalhar no sábado, as horas desse dia são extras. Veja banco de horas.
Escala 12×36 e escala 4×3
A 12×36 é muito usada em vigilância, saúde e portaria, e tem regras próprias sobre feriados, intervalo e plantões dobrados. Veja o guia da escala 12×36. Já a 4×3, com quatro dias de trabalho e três de folga, depende de acordo de compensação. Afinal, cada dia teria até 10 horas, o limite legal. Algumas empresas já adotam a 4×3 como benefício, sem reduzir o salário.
Escalas de trabalho em turnos de revezamento
Quem trabalha em turnos que mudam de horário com frequência, cobrindo manhã, tarde e noite, tem jornada especial de 6 horas por dia, pela Constituição. A jornada só pode chegar a 8 horas se houver negociação coletiva com o sindicato. Sem essa negociação, o que passa de 6 horas por dia é hora extra. Isso é comum em indústrias, mineradoras e usinas.
Escalas de trabalho, folga semanal e domingo
Em qualquer escala, você precisa de pelo menos uma folga de 24 horas seguidas por semana, além do descanso de 11 horas entre um dia de trabalho e outro. A empresa não pode deixar você trabalhar sete dias seguidos: a folga tem de vir no máximo depois do sexto dia. Quando isso não acontece, o dia trabalhado no lugar da folga deve ser pago em dobro. Veja DSR e intervalo entre jornadas.
Mudança de escala sem aviso
A empresa pode reorganizar as escalas, mas não pode fazer isso de qualquer jeito. Mudanças bruscas, que desorganizam a vida do empregado, cortam folgas já combinadas ou reduzem o salário, podem ser questionadas. Além disso, quem estuda ou cuida de filhos pequenos pode sofrer um prejuízo grande com uma troca repentina de turno. Por isso, peça sempre a nova escala por escrito, com antecedência, e guarde as mensagens.
Escalas de trabalho e o horário noturno
Em qualquer escala, as horas entre 22h e 5h têm adicional noturno de pelo menos 20%. Além disso, a hora noturna é mais curta, de 52 minutos e 30 segundos. Portanto, quem trabalha à noite numa 6×1 ou numa 12×36 deve ver esse adicional todo mês no holerite. Veja adicional noturno.
O fim da escala 6×1: o que está em discussão
Em maio de 2026, a Câmara aprovou uma proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. O texto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com duas folgas por semana e sem redução de salário, em etapas: primeiro 42 horas, depois 40 (Agência Brasil). A proposta passou pela comissão do Senado em setembro de 2026, mas a votação final ficou para depois das eleições. Até a última atualização desta página, as regras atuais continuam valendo.
Quanto pode valer? Um exemplo com números
O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.
Camila é repositora num supermercado, na escala 6×1, com salário de R$ 1.800. Trabalha 8 horas por dia, ou seja, 48 horas por semana, e duas vezes por mês emenda sete dias seguidos sem folga. Em 2 anos, ela pode cobrar:
| O que ficou para trás | Conta | Valor aproximado |
|---|---|---|
| Folgas trabalhadas em dobro | 2 dias × R$ 120 × 24 meses | R$ 5.760,00 |
| Horas extras acima de 44 por semana | 17 h × R$ 12,27 × 24 meses | R$ 5.006,16 |
| FGTS sobre esses valores | 8% de R$ 10.766,16 | R$ 861,29 |
| Total | R$ 11.627,45 |
Ainda entram os reflexos das horas extras no 13º, nas férias e no descanso semanal. Os valores servem só para ilustrar, sem correção e juros.
Você se identifica com alguma destas situações?
- Você trabalha seis dias por semana, 8 horas por dia, sem receber horas extras.
- Já emendou sete ou mais dias sem folga.
- Trabalha no comércio e nunca folga no domingo.
- Está em turnos que mudam de horário e faz 8 horas sem acordo do sindicato.
- A empresa mudou a sua escala de repente, prejudicando a sua rotina.
Se algum item combina com você, converse com um advogado trabalhista. A conversa é sigilosa.
🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.
O que o TST já decidiu sobre escalas de trabalho e folgas
Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:
Dar a folga semanal só depois do sétimo dia seguido de trabalho viola a lei, e o dia deve ser pago em dobro.
Ver a fonte oficialO trabalho em domingos e feriados sem folga compensatória deve ser pago em dobro.
Ver a fonte oficialPausas para refeição e o descanso semanal não tiram o caráter de turno ininterrupto de revezamento.
Ver a fonte oficialErros comuns nas escalas de trabalho
- Achar que a 6×1 permite 8 horas por dia sem hora extra.
- Aceitar sete ou mais dias seguidos sem folga.
- Não guardar as escalas do mês.
- Confundir compensação de sábado com banco de horas.
Por que ter um advogado acompanhando o seu caso
Cada escala tem regras próprias, e os erros se repetem toda semana. O advogado:
- Confere as escalas e os cartões de ponto.
- Calcula horas extras e folgas em dobro.
- Verifica os turnos e a convenção coletiva.
- Soma os reflexos no 13º, nas férias e no FGTS.
Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.
Perguntas frequentes
A empresa pode mudar a minha escala?
Pode ajustar, mas a mudança que prejudica você, como reduzir salário ou desorganizar toda a sua rotina, pode ser questionada.
Folga no domingo é obrigatória?
A folga deve ser de preferência no domingo. No comércio, pelo menos um domingo a cada três semanas.
A escala 6×1 vai acabar?
A Câmara aprovou a proposta, que aguarda votação no Senado. Até lá, a 6×1 continua permitida, com todas as regras desta página.
Trabalho só aos fins de semana. Qual é a minha escala?
É uma jornada de tempo parcial ou especial, que precisa estar no contrato. As horas acima do combinado são extras, e a folga semanal continua obrigatória.
Quanto tempo tenho para cobrar as horas e folgas?
Até 2 anos depois da saída, cobrando os últimos 5 anos de contrato.
O que dizem nossos clientes
Avaliações reais de clientes no Google.
Você não precisa decidir isso sozinho
A escala certa protege a sua saúde e o seu tempo com a família. Quando as folgas somem e as horas crescem, o cansaço vira rotina e o dinheiro devido fica para trás. Com as escalas, os cartões de ponto e os holerites, um advogado trabalhista consegue conferir se a sua jornada foi paga como deveria.
O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.
🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.