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Vínculo de emprego

Calculadora de trabalho sem registro 2026: FGTS, 13º, férias e verbas da saída de quem trabalha sem carteira assinada

Calculadora de trabalho sem registro 2026 para quem trabalha ou trabalhou sem carteira assinada, com o FGTS, o 13º, as férias com 1/3, o aviso prévio, a multa de 40%, o seguro-desemprego perdido, o que a Justiça olha para reconhecer o vínculo e o prazo para cobrar.

Atualizado em 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • A calculadora de trabalho sem registro mostra uma estimativa do FGTS, do 13º, das férias e das verbas da saída que a empresa pode dever, se o vínculo de emprego for reconhecido.
  • O salário em si você já recebeu: o que a empresa deve são os direitos que ela deixou de pagar, e é preciso provar que o trabalho existiu.
  • Dá para cobrar os últimos 5 anos, e até 2 anos depois de sair da empresa.

Você chega todo dia no mesmo horário, segue as ordens do chefe e recebe no Pix, mas a carteira nunca foi assinada. O patrão diz que vai “resolver depois”, e ninguém soma o que esse atraso custa. A calculadora de trabalho sem registro abaixo faz essa conta em cerca de 1 minuto e mostra quanto a empresa pode dever de FGTS, 13º, férias e verbas da saída. Em seguida, explicamos cada parcela.

A calculadora de trabalho sem registro pergunta o salário, o tempo de trabalho e como o contrato terminou. Com isso, estima o que a empresa pode dever caso o juiz reconheça o vínculo de emprego: FGTS, 13º, férias com 1/3 e, na saída, aviso, multa do FGTS e seguro-desemprego. É uma estimativa, e o valor exato depende de provar o trabalho.

Abaixo da calculadora, você vê o que entra na conta, o que a Justiça olha para reconhecer o vínculo e como cobrar.

📋 O que você vai ver neste artigo

Como usar a calculadora de trabalho sem registro

Antes de começar, lembre quanto você ganha por mês e há quantos meses está sem carteira. As perguntas cobrem a sua situação atual, a forma de saída, o dia a dia do trabalho, o salário, o tempo, o pagamento de 13º e férias e as provas que você tem. Para ver o resultado, você informa nome e WhatsApp. Quem ainda trabalha sem registro também pode simular, porque a conta mostra quanto o tempo já acumulado vale.

O que a calculadora de trabalho sem registro soma

O salário você já recebeu. A empresa deve o que um empregado registrado teria recebido além dele. A conta soma:

Se a empresa pagava o 13º e as férias, a calculadora tira esses valores da conta. Veja FGTS na demissão e seguro-desemprego.

Exemplo da calculadora de trabalho sem registro com salário de R$ 2.500

Bruno trabalhou 24 meses como auxiliar de loja, sem carteira, ganhando R$ 2.500 por mês. A empresa nunca pagou 13º nem férias. Veja o que isso gera, por mês:

DireitoContaValor por mês
FGTS8% do salário e do 13ºR$ 216,67
13º salárioR$ 2.500 ÷ 12R$ 208,33
Férias com 1/3R$ 2.500 ÷ 12, mais 1/3R$ 277,78
Total por mêsSoma dos trêsR$ 702,78

Em 24 meses, Bruno soma R$ 16.866,67. Se a empresa o mandou embora sem justa causa, o total passa para cerca de R$ 29.700, com o aviso, a multa de 40% e o seguro-desemprego que ele perdeu. São números brutos e aproximados, só para ilustrar.

O que a Justiça olha para reconhecer o vínculo

A calculadora só vale se o juiz reconhecer que você era empregado. Para isso, a Justiça procura cinco sinais ao mesmo tempo: trabalho de pessoa física, feito por você mesmo, com frequência, sob ordens e com pagamento (art. 3º da CLT). Chamar o trabalho de “bico”, “freelancer” ou “período de teste” não muda isso. A pergunta sobre o dia a dia, na calculadora, serve para mostrar a força do seu caso. Veja o guia completo de trabalho sem carteira assinada.

Calculadora de trabalho sem registro: o que ajuda a provar o trabalho

Antes de usar o resultado, junte o que existe:

Se a empresa admite que você trabalhou, mas diz que era autônomo, cabe a ela provar isso. Salve tudo fora do celular enquanto ainda tem acesso.

Verbas da saída: aviso, multa e seguro-desemprego

Na dispensa sem justa causa, a empresa deve o aviso prévio (30 dias, mais 3 por ano de casa, até 90), a multa de 40% do FGTS e as guias do seguro-desemprego. Sem carteira, ela não entrega as guias, e o trabalhador pode pedir indenização pelo benefício que perdeu. Se você pediu demissão ou terminou uma obra ou um período combinado, não há aviso pago nem multa, mas o FGTS, o 13º e as férias continuam a ser devidos. Veja verbas rescisórias e a calculadora de rescisão.

Multa por atraso no pagamento da saída

A empresa deve pagar a rescisão em até 10 dias depois do fim do contrato. Passado o prazo, pode ter de pagar uma multa de um salário (art. 477, § 8º, da CLT). O fato de o vínculo só aparecer na Justiça não afasta essa multa por si só (Súmula 462 do TST). A calculadora não soma essa multa, porque ela depende de cada caso. Veja multa do artigo 477.

Calculadora de trabalho sem registro e o prazo para cobrar

A lei alcança os 5 anos anteriores ao pedido, e a ação deve começar em até 2 anos depois da saída (art. 7º, XXIX, da Constituição). Por isso, a conta usa no máximo 60 meses. Procurar um advogado cedo mantém mais meses dentro do prazo.

Ainda trabalho sem registro: o que a calculadora mostra

Para quem ainda está na empresa, o resultado mostra quanto já se acumulou de FGTS, 13º e férias, sem as verbas da saída. Dá para cobrar durante o contrato, e a falta de registro pode justificar a rescisão indireta, em que você sai e recebe como numa demissão sem justa causa. Veja rescisão indireta e vínculo empregatício.

Quanto pode estar faltando em quem trabalha sem registro

O caso abaixo é hipotético e usa situações comuns.

Rita trabalhou 3 anos como atendente, sem carteira, ganhando R$ 1.800 por mês. Nunca recebeu 13º nem férias, e foi mandada embora sem justa causa. Pela conta da calculadora, a empresa pode dever cerca de R$ 29.400 em FGTS, 13º, férias, aviso, multa do FGTS e seguro-desemprego perdido. O valor depende de provar o trabalho e não inclui correção e juros.

O receio de cobrar quem não registrou

Quem aceita trabalhar sem registro costuma precisar do dinheiro, e depois acha que “aceitou” e perdeu o direito. Mas registrar o empregado é dever da empresa, e o prazo corre a cada mês. Guardar mensagens, comprovantes e o nome de colegas desde já preserva as suas opções.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se você se viu em algum item, fale com um advogado trabalhista, com sigilo.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que o TST já decidiu sobre o trabalho sem registro

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ Súmula 12 do TST

O que está na carteira vale como presunção, e o trabalhador pode provar por outros meios como foi o trabalho de verdade.

Ver a fonte oficial

⚖️ Súmula 389 do TST

Quando a empresa não entrega as guias do seguro-desemprego, o trabalhador pode pedir uma indenização pelo benefício perdido.

Ver a fonte oficial

⚖️ Súmula 462 do TST

O reconhecimento do vínculo só na Justiça não afasta, por si só, a multa por atraso no pagamento da rescisão.

Ver a fonte oficial

Erros comuns na calculadora de trabalho sem registro e na cobrança

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

A estimativa não basta: o valor real depende de provar que o vínculo existiu. A empresa costuma negar, e o trabalhador costuma guardar só pedaços de prova. Um advogado trabalhista junta esse material e mostra o que dá para cobrar.

Por isso, o advogado trabalhista:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

Preciso ter comprovante para usar a calculadora?

Não. A estimativa usa só os números que você informa. Para cobrar na Justiça, porém, você precisa provar o trabalho, e mensagens, comprovantes de Pix e testemunhas ajudam.

A calculadora inclui o INSS?

Não. O INSS não é dinheiro que você recebe agora, mas o período reconhecido passa a contar para a aposentadoria e para os benefícios.

Trabalhei poucos meses. Vale a pena calcular?

Vale. O FGTS, o 13º e as férias proporcionais existem desde o primeiro mês, e a calculadora mostra o valor.

E se eu pedi demissão?

Dá para cobrar o FGTS, o 13º e as férias dos meses trabalhados. Não há aviso pago, multa de 40% nem seguro-desemprego.

Quanto tempo posso cobrar?

Os 5 anos anteriores, com a ação em até 2 anos depois da saída.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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Jeferson Ricardo Mendes
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me ajudaram do começo ao fim, esclareceram todas minhas duvidas, indico 100%... parabéns pessoal
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Cristina Pereira lima
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Muito bom dando sequência em meu processo e com êxito parabéns
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Mickaelly Ramos
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Estou sendo acompanhada pelo escritório em um processo trabalhista e, até o momento, tenho recebido um bom atendimento, com atenção, esclarecimento das minhas dúvidas e apoio durante o andamento do processo. Sempre que recebo notícias, eles me explicam os próximos passos e me deixam mais tranquila em relação ao que está acontecendo. Meu processo ainda não foi finalizado, mas faço questão de reconhecer o suporte e a dedicação que tenho recebido até aqui. Espero que tudo continue caminhando bem e agradeço pela atenção e pelo cuidado comigo durante essa fase. ❤️
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Fernanda Gonçalves
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Excelente advogados, secretária educada, tira todas as dúvidas, aguardando os próximos passos 😊 mais desde já agradeço
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Guilherme Silvério de Lima
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Muito ótimo atendimento e rápido a resposta
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Daramicaele Micaele
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Ótima experiência com todos eles, muito bem carinhosos, excelente trabalho, recomendo muito ❤️❤️🙏
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Carolina Rios
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Muito profissionais, super indico!
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tayna Lorrayna
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Extremamente competentes e atencioso, recomendo para qualquer um!!!

Quer conferir o seu caso

O resultado é uma estimativa. O valor exato depende das provas, do salário e do tempo sem registro. Se a sua carteira nunca foi assinada, um advogado trabalhista olha os seus documentos e diz quanto dá para cobrar.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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