Licença-maternidade 2026: quanto tempo dura, quando começa e seus direitos
Quanto tempo dura, quando começa, como fica com bebê na UTI, férias, FGTS, a volta ao trabalho e o que fazer se a empresa desrespeitar.
- A licença-maternidade dura 120 dias, ou 180 nas empresas do programa Empresa Cidadã, e pode começar até 28 dias antes do parto.
- Se a mãe ou o bebê ficar internado por mais de 2 semanas, a contagem começa na alta.
- Durante a licença, o FGTS continua sendo depositado, as férias seguem contando e, na volta, você tem direito à mesma função e à estabilidade até 5 meses depois do parto.
O bebê chegou, ou está chegando, e com ele as dúvidas sobre o trabalho. Quantos dias de licença eu tenho? Posso emendar com as férias? E se o bebê ficar na UTI? Quando eu voltar, a empresa pode me mandar embora? A licença-maternidade tem regras claras, e conhecê-las evita perder dias de convivência e dinheiro.
A licença-maternidade dura 120 dias, ou 180 dias nas empresas que participam do programa Empresa Cidadã. Ela pode começar até 28 dias antes do parto, com atestado, e, se a mãe ou o bebê ficar internado por mais de 2 semanas, a contagem começa na alta. Durante a licença, você recebe o salário, o FGTS continua sendo depositado e as férias seguem contando. Na volta, você tem direito à mesma função e à estabilidade até 5 meses depois do parto.
Neste guia, você vai ver a duração, o início, a regra da UTI, as férias, a volta e o que fazer se a empresa desrespeitar.
📋 O que você vai ver neste artigo
- Quanto tempo dura a licença-maternidade?
- Quando começa a licença-maternidade?
- Como pedir a licença-maternidade à empresa
- Licença-maternidade com bebê na UTI
- Quanto vale cada parte da licença? Um exemplo com números
- Licença-maternidade na adoção
- Licença-maternidade para quem não tem carteira assinada
- Licença-maternidade e férias
- O que continua valendo durante a licença
- A volta da licença-maternidade
- A empresa desrespeitou a licença: o que fazer
- Você se identifica com alguma destas situações?
- O que a Justiça já decidiu sobre a licença-maternidade
- Erros comuns na licença-maternidade
- Por que ter um advogado acompanhando o seu caso
- Perguntas frequentes
- O que dizem nossos clientes
- Você não precisa decidir isso sozinha
Quanto tempo dura a licença-maternidade?
| Situação | Duração |
|---|---|
| Regra geral | 120 dias |
| Empresa do programa Empresa Cidadã | 180 dias, se você pedir até o fim do primeiro mês depois do parto |
| Adoção ou guarda para adoção | 120 dias, como no parto |
| Bebê que nasce sem vida | 120 dias |
| Aborto espontâneo | 2 semanas |
A Constituição garante a licença (art. 7º, XVIII, da Constituição). Durante os 120 dias, você recebe o salário-maternidade. Veja salário-maternidade.
Quando começa a licença-maternidade?
Você escolhe, com o médico: a licença pode começar entre 28 dias antes do parto e o dia do parto. Se começar antes, esses dias entram nos 120. Além disso, com atestado médico, o médico pode aumentar o descanso antes e depois do parto em mais 2 semanas cada (art. 392 da CLT).
Como pedir a licença-maternidade à empresa
- Avise a empresa por escrito sobre a gravidez e a data provável do parto.
- Entregue o atestado médico se for começar a licença antes do parto, ou a certidão de nascimento depois dele.
- Peça a prorrogação de 60 dias por escrito, se a empresa for do programa Empresa Cidadã, até o fim do primeiro mês depois do parto.
- Guarde cópias de tudo, com a data de entrega.
- Combine as férias, se quiser emendar, antes de sair de licença.
Você não precisa pedir nada ao INSS: a empresa cuida do pagamento e da compensação.
Licença-maternidade com bebê na UTI
Se a mãe ou o bebê ficar internado por mais de 2 semanas depois do parto, a contagem da licença começa na alta, a que acontecer por último. Foi o que o STF decidiu em 2022. Assim, a mãe de um prematuro que passa 40 dias na UTI não perde esses 40 dias de convivência em casa: os 120 dias começam quando o bebê vai para casa.
Quanto vale cada parte da licença? Um exemplo com números
O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.
Juliana, analista com salário de R$ 3.000, teve um bebê prematuro que ficou 40 dias internado. A empresa participa do programa Empresa Cidadã. Veja o que a lei garante:
| Direito | Conta | Valor aproximado |
|---|---|---|
| Licença de 120 dias | 4 × R$ 3.000 | R$ 12.000 |
| Prorrogação de 60 dias da Empresa Cidadã | 2 × R$ 3.000 | R$ 6.000 |
| 40 dias de UTI que não podem ser descontados | 40 dias de salário | R$ 4.000 |
| Férias emendadas na volta | R$ 3.000 + 1/3 | R$ 4.000 |
Ou seja, se a empresa contar a licença desde o parto, Juliana perde 40 dias, cerca de R$ 4.000, e o tempo com o bebê em casa. Os valores servem só para ilustrar.
Licença-maternidade na adoção
Quem adota, ou recebe a guarda judicial para adoção de uma criança de até 12 anos, tem a mesma licença de 120 dias, qualquer que seja a idade da criança dentro desse limite. O STF decidiu que a licença de quem adota não pode ser menor que a de quem dá à luz. Se o casal adota junto, só um dos dois tira a licença-maternidade. Entregue à empresa o termo de guarda ou a certidão da adoção.
Licença-maternidade para quem não tem carteira assinada
A MEI, a autônoma e a desempregada não têm uma empresa para dar a licença, mas têm o salário-maternidade, pago pelo INSS por 120 dias. Já quem trabalha como PJ ou sem registro, mas com rotina de empregada, pode ter o vínculo reconhecido na Justiça e cobrar a licença e a estabilidade como qualquer funcionária com carteira. Veja PJ grávida e grávida sem carteira assinada.
Licença-maternidade e férias
Durante a licença, o tempo continua contando para as férias. Muitas mães emendam as férias vencidas logo depois da licença, o que costuma ser possível com o acordo da empresa. Mas quem marca a data das férias é a empresa, então vale pedir por escrito com antecedência.
O que continua valendo durante a licença
- O salário, pago pela empresa, que depois desconta do INSS.
- O FGTS, depositado todo mês.
- O tempo de serviço, que conta para as férias e o 13º.
- Os reajustes da categoria, que valem também para você.
- Os benefícios, como plano de saúde, em regra mantidos.
A volta da licença-maternidade
Na volta, você tem direito à mesma função e ao mesmo salário, com os reajustes do período. Até o bebê completar 6 meses, também tem dois intervalos de meia hora por dia para amamentar. E a estabilidade continua até 5 meses depois do parto. Se a licença foi de 180 dias, você já volta depois do fim da estabilidade, mas a empresa não pode demitir durante a licença. Veja demitida após a licença-maternidade.
A empresa desrespeitou a licença: o que fazer
Se a empresa cortou dias da licença, pressionou você a voltar antes, descontou o salário ou mudou a sua função na volta, guarde as mensagens, os holerites e os documentos da internação. Os dias perdidos podem ser cobrados, e a pressão pode gerar indenização por dano moral. Se a situação ficar insuportável, também dá para avaliar a rescisão indireta.
Você se identifica com alguma destas situações?
- A empresa contou a licença desde o parto, mas o bebê ficou na UTI.
- Pediram que você voltasse antes dos 120 dias.
- Na volta, a empresa colocou você em outra função ou baixou o salário.
- A empresa não depositou o FGTS durante a licença.
- Foi demitida logo depois de voltar.
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O que a Justiça já decidiu sobre a licença-maternidade
Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:
Quando a mãe ou o bebê fica internado por mais de 2 semanas, a licença começa a contar da alta.
Ver a fonte oficialA licença de quem adota não pode ser menor que a licença de quem tem um filho.
Ver a fonte oficialA estabilidade da gestante vale mesmo que a empresa não soubesse da gravidez e também no contrato de experiência.
Ver a fonte oficialErros comuns na licença-maternidade
- Aceitar voltar antes do fim da licença.
- Não pedir a prorrogação de 60 dias quando a empresa é Empresa Cidadã.
- Deixar a empresa contar a licença desde o parto com o bebê na UTI.
- Não conferir o FGTS dos meses da licença.
Por que ter um advogado acompanhando o seu caso
Na licença-maternidade, as datas e os documentos decidem os seus direitos. O advogado:
- Confere as datas do início, da internação e do fim da licença.
- Cobra os dias que a empresa descontou indevidamente.
- Verifica o FGTS e os reajustes do período.
- Defende a estabilidade se houver demissão.
Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.
Perguntas frequentes
Posso voltar a trabalhar antes do fim da licença?
A licença é um direito seu e do bebê, e a empresa não pode exigir a volta antecipada. Na prática, durante o salário-maternidade, você não pode trabalhar.
A empresa pode me demitir durante a licença?
Não, salvo por justa causa de verdade. A estabilidade da gestante continua até 5 meses depois do parto.
Tive gêmeos. A licença é maior?
Não. A licença é de 120 dias pelo parto, mesmo com dois ou mais bebês. Mas, se algum deles ficar internado por mais de 2 semanas, vale a contagem a partir da alta.
Como sei se a empresa é Empresa Cidadã?
Pergunte ao RH por escrito. A empresa adere ao programa se quiser, e você precisa pedir a prorrogação.
A licença-maternidade conta para a aposentadoria?
Conta. O período do salário-maternidade entra no tempo de contribuição e de serviço normalmente.
O pai tem licença também?
Tem a licença-paternidade, de 5 dias, ou 20 dias nas empresas do programa Empresa Cidadã.
O que dizem nossos clientes
Avaliações reais de clientes no Google.
Você não precisa decidir isso sozinha
Os primeiros meses com o bebê não voltam. Por isso, a empresa precisa respeitar a licença-maternidade por inteiro. Com a certidão de nascimento, os documentos da internação e as mensagens da empresa, um advogado trabalhista consegue mostrar o que você pode exigir.
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