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Acidente de trabalho

Amputação no trabalho: perda de dedo, mão, braço ou perna e indenização

O que a empresa e o INSS pagam a quem perdeu um dedo, a mão, o braço ou a perna num acidente de trabalho, e como esses direitos se somam.

Atualizado em 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • Quem perde um dedo, a mão, o braço ou a perna por culpa da empresa pode receber pensão pela capacidade perdida, mesmo voltando a trabalhar.
  • A prótese entra na conta, com manutenção e trocas por toda a vida, junto com o dano moral e o dano estético.
  • Do INSS vem o auxílio-acidente, que não desconta nada do que a empresa paga.

Uma prensa sem proteção, um cilindro que puxa a mão, uma serra, uma máquina que alguém ligou na hora errada. Em segundos, você perde um dedo, a mão, o braço ou a perna. Depois da cirurgia e do susto, vêm as dúvidas: vou conseguir trabalhar? Quem paga a prótese? A amputação no trabalho muda a vida inteira, e a lei prevê uma reparação à altura.

Na amputação no trabalho, a empresa responsável pode ter de pagar uma pensão mensal pela perda da capacidade de trabalho, mesmo que você continue trabalhando. Ela também deve pagar a prótese, com a manutenção e a troca ao longo da vida, e indenizar o dano moral e o dano estético. O INSS, por sua vez, paga o auxílio-acidente, que se soma ao salário e à pensão.

Neste guia, você vai ver quando a empresa responde, cada direito, quanto pode valer e o que fazer agora.

📋 O que você vai ver neste artigo

Amputação no trabalho: quando a empresa responde?

Na maioria dos casos, o acidente acontece porque faltou segurança. Por exemplo:

As normas de segurança exigem proteções e dispositivos de parada nas máquinas (NR-12). Quando elas faltam, a culpa da empresa costuma ficar clara. Além disso, em atividades de risco, a empresa pode responder mesmo sem culpa (Tema 932 do STF).

Os direitos de quem sofreu amputação no trabalho

DireitoQuem pagaO que é
Pensão mensalEmpresaUm percentual do salário, pela capacidade perdida
PróteseEmpresaCompra, manutenção e troca ao longo da vida
Dano moralEmpresaPelo trauma e pela vida que mudou
Dano estéticoEmpresaPela perda visível de parte do corpo
TratamentoEmpresaCirurgias, fisioterapia e remédios
Auxílio-acidenteINSSMetade do salário de benefício, todo mês, até a aposentadoria
EstabilidadeEmpresaUm ano de emprego garantido depois da alta do INSS

O dano moral e o dano estético podem ser pedidos juntos, porque reparam coisas diferentes. Veja dano estético.

Quanto pode valer? Um exemplo com números

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Carlos, 35 anos, operador de máquinas com salário de R$ 3.200, teve a mão direita puxada por um cilindro sem proteção. A perícia apontou perda de 70% da capacidade para a função. Veja a conta:

DireitoContaValor aproximado
Pensão mensal da empresa70% de R$ 3.200R$ 2.240 por mês
Pensão até os 76 anos41 anos × 12 × R$ 2.240R$ 1.102.080 no total
Se paga de uma vez, com desconto de 20% a 30%R$ 1.102.080 com o descontoEntre R$ 771 mil e R$ 881 mil
Auxílio-acidente do INSSMetade de R$ 3.200Perto de R$ 1.600 mensais
Prótese e indenizaçõesFixadas na sentençaVariam caso a caso

Ou seja, a mão perdida não vira só um benefício do INSS: no exemplo, a pensão somada mês a mês passa de R$ 1 milhão, sem contar a prótese e as indenizações. Os valores servem só para ilustrar e não são promessa: dependem da perícia, da culpa da empresa e da decisão do juiz.

Perdi um dedo no trabalho: também tenho direito?

Tem. A perda de um dedo também reduz a capacidade de trabalho, ainda que em percentual menor. O polegar costuma pesar mais, porque é usado para pegar, apertar e segurar ferramentas. Assim, mesmo a perda de um dedo pode gerar pensão, auxílio-acidente, dano moral e dano estético. Do mesmo modo, a perda de movimentos sem amputação, como um dedo que não dobra mais, também conta.

A prótese é paga pela empresa?

Sim, quando ela responde pelo acidente. A prótese faz parte da reparação, e não depende do INSS. Além disso, ela precisa de manutenção e deve ser trocada de tempos em tempos, por desgaste ou pelo avanço da tecnologia. Por isso, o pedido deve incluir a compra, a manutenção e as trocas futuras. Em casos urgentes, a Justiça pode mandar a empresa pagar antes do fim do processo, para não perder a chance de adaptação.

Amputação no trabalho e o novo começo: reabilitação e emprego

Depois da alta, o INSS pode encaminhar você à reabilitação profissional, com treino para uma nova função e, em alguns casos, ajuda com a prótese. Além disso, quem passou por uma amputação costuma ser considerado pessoa com deficiência. Isso abre as vagas de cota que empresas com 100 ou mais empregados precisam preencher.

A volta, porém, não apaga a reparação. Ou seja, a reabilitação ajuda a recomeçar, mas a pensão e as indenizações continuam devidas pela empresa responsável pelo acidente.

A pensão vale mesmo se eu voltar a trabalhar?

Vale. A pensão repara a capacidade perdida, e não a falta de salário (art. 950 do Código Civil). Assim, ela é devida mesmo que você seja readaptado em outra função ou arrume outro emprego. Se a empresa demitir você nos 12 meses depois da volta do INSS, a estabilidade foi desrespeitada. Veja estabilidade após afastamento.

Amputação no trabalho: o que fazer agora

  1. Cobre o registro do acidente (CAT). Se a empresa se recusar, o sindicato, o hospital ou você mesmo podem fazer.
  2. Peça cópia do prontuário do hospital e dos laudos da cirurgia.
  3. Fotografe a máquina, se puder, e anote se havia proteção ou botão de parada.
  4. Guarde os nomes dos colegas que estavam no turno.
  5. Faça o pedido do auxílio-acidente depois da alta do INSS.
  6. Não aceite dinheiro “por fora” nem assine papel dizendo que a culpa foi sua.
  7. Converse com um advogado antes de qualquer acordo.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se algum item é o seu caso, vale conversar com um advogado trabalhista. Você pode entrar com a ação ainda empregado ou em até 2 anos depois de sair.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que o TST já decidiu sobre amputação no trabalho

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ TST, 3ª Turma, 2024

Um operador teve a mão amputada por uma máquina de cilindros. O TST mandou a empresa pagar o tratamento, a compra, a manutenção e a troca periódica das próteses.

Ver a fonte oficial
⚖️ TST, SDI-2, 2023

Uma empregada perdeu parte do braço ao limpar um moedor sem aviso de funcionamento. O TST mandou a empresa pagar uma mão biônica antes do fim do processo, pela urgência.

Ver a fonte oficial
⚖️ TST, 4ª Turma, 2019

Um operador perdeu três dedos num acidente com uma polia. O TST garantiu o dano moral e o dano estético, somados.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 932 do STF

Quando o trabalho tem risco especial, como operar máquinas pesadas, a empresa pode ter de indenizar mesmo sem ter tido culpa.

Ver a fonte oficial

Erros comuns depois de uma amputação no trabalho

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

Na amputação no trabalho, a prova sobre a máquina e o laudo do perito pesam muito no valor final. O advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

A pensão é para a vida toda?

Quando a perda é permanente, em regra sim. O juiz pode mandar a empresa garantir o pagamento futuro com um fundo ou um seguro.

Posso pegar a prótese pelo SUS e cobrar a empresa mesmo assim?

Pode. O SUS fornece alguns modelos, mas isso não tira a obrigação da empresa. Na ação, dá para pedir a prótese indicada pelo médico para o seu caso.

A empresa diz que a culpa foi minha. E agora?

Ela precisa provar. Máquina sem proteção, falta de treinamento e pressa na produção costumam pesar contra a empresa.

Sinto dor no membro que perdi. Isso entra no processo?

Entra. A dor fantasma é comum depois de uma amputação, e o tratamento dela, inclusive o psicológico, faz parte dos gastos que a empresa deve pagar.

Posso ser aposentado por causa da amputação?

Se a amputação impedir qualquer trabalho, o INSS pode conceder a aposentadoria por incapacidade. Veja aposentadoria por invalidez.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

Perder parte do corpo no trabalho não é algo que se resolve com o auxílio do INSS. A pensão, a prótese e as indenizações existem justamente para isso. Com o prontuário, a CAT e as informações sobre a máquina, um advogado trabalhista consegue avaliar o que você pode pedir.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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