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Acidente de trabalho

Perda de visão no trabalho: indenização por cegueira ou perda de um olho

O que a empresa e o INSS pagam a quem perdeu a visão de um olho, ou dos dois, por um acidente no trabalho, e os direitos da visão monocular.

Atualizado em 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • Na perda de visão no trabalho, a empresa que não forneceu ou não fiscalizou os óculos de proteção costuma responder pelo acidente.
  • Cabem pensão mensal pela capacidade perdida, dano moral, dano estético e o tratamento, somados ao auxílio-acidente do INSS.
  • Desde 2021, quem enxerga com um olho só é pessoa com deficiência para a lei, com os direitos que isso traz.

Um estilhaço da esmerilhadeira, um respingo de produto químico, uma faísca da solda. Bastou um segundo sem os óculos de proteção, ou com óculos inadequados, para o olho nunca mais enxergar como antes. Além da dor, vem o medo: vou conseguir trabalhar? Dirigir? A perda de visão no trabalho tem reparação prevista em lei, e ela costuma ser maior do que a pessoa imagina.

Na perda de visão no trabalho, a empresa responde quando não forneceu, não trocou ou não exigiu o uso dos óculos de proteção, ou quando deixou o ambiente inseguro. Você pode pedir pensão mensal pela capacidade perdida, dano moral, dano estético e os gastos com o tratamento, tudo somado ao auxílio-acidente do INSS. E, desde 2021, quem enxerga com um olho só é considerado pessoa com deficiência.

Neste guia, você vai ver como acontecem esses acidentes, quando a empresa paga, quanto pode valer e o que fazer agora.

📋 O que você vai ver neste artigo

Como acontece a perda de visão no trabalho

Os casos mais comuns envolvem:

Em quase todos, um equipamento simples teria evitado o dano: óculos de segurança, protetor facial ou máscara de solda.

Perda de visão no trabalho: quando a empresa paga?

A empresa precisa entregar o equipamento de proteção certo, treinar o uso, trocar o que está gasto e fiscalizar se ele está sendo usado (NR-6). Por isso, ela costuma responder quando:

Mesmo quando a empresa alega que “você não quis usar”, ela precisa provar que entregou, treinou e cobrou o uso. Sem essa prova, a culpa costuma ficar com ela.

Os direitos de quem perdeu a visão no trabalho

DireitoQuem pagaO que repara
Pensão mensalEmpresaA parte da capacidade de trabalho que se perdeu
Dano moralEmpresaO sofrimento e as limitações do dia a dia
Dano estéticoEmpresaA cicatriz, o olho opaco ou a prótese ocular
TratamentoEmpresaCirurgias, transplante de córnea, prótese ocular e remédios
Auxílio-acidenteINSSA sequela que reduz a capacidade, pago junto com o salário
EstabilidadeEmpresaEmprego garantido por 12 meses depois da alta do INSS

Se você recebia adicional de insalubridade, de periculosidade ou noturno na época do acidente, ele entra na base da pensão. Veja também dano estético.

Quanto pode valer? Um exemplo com números

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Paulo, 38 anos, montador com salário de R$ 3.000, cortava uma chapa com esmerilhadeira sem óculos de proteção, que a empresa nunca entregou. Um estilhaço atingiu o olho esquerdo, e ele perdeu a visão desse olho. A perícia apontou perda de 30% da capacidade de trabalho:

ItemContaValor aproximado
Pensão mensal30% de R$ 3.000R$ 900 por mês
Pensão até os 76 anos38 anos × 12 × R$ 900R$ 410.400 no total
Paga de uma vez, com desconto de 20% a 30%R$ 410.400 com o descontoEntre R$ 287 mil e R$ 328 mil
Auxílio-acidenteMetade de R$ 3.000Perto de R$ 1.500 por mês
Dano moral, dano estético e tratamentoFixados pelo juizVariam caso a caso

Em outras palavras, um olho perdido por falta de um par de óculos pode valer centenas de milhares de reais em reparação. Os números servem só para ilustrar e não são promessa: dependem da perícia, das provas e da decisão do juiz.

Visão monocular: o que muda para quem enxerga com um olho só

Desde a Lei 14.126/2021, a visão monocular é considerada deficiência visual para todos os efeitos legais. Na prática, isso significa:

Esses direitos valem mesmo que a perda tenha acontecido fora do trabalho. Mas, quando ela veio de um acidente na empresa, somam-se à pensão e às indenizações.

E se eu perdi a visão dos dois olhos?

Nesse caso, a perda da capacidade costuma ser total. Assim, a pensão tende a corresponder ao salário inteiro, e o INSS pode conceder a aposentadoria por incapacidade, com valor maior quando a pessoa precisa de ajuda permanente de outra pessoa. Veja aposentadoria por invalidez.

Perda de visão no trabalho: o que fazer agora

  1. Vá ao pronto-socorro ou ao oftalmologista no mesmo dia, mesmo que pareça leve.
  2. Peça laudos com a acuidade visual de cada olho, antes e depois do tratamento.
  3. Cobre a emissão da CAT. Se a empresa negar, o sindicato ou o médico podem emitir.
  4. Guarde provas do equipamento: fotos dos óculos, da máquina e das fichas de entrega de EPI, ou da falta delas.
  5. Anote os colegas que viram o acidente e sabem como era o dia a dia.
  6. Peça o auxílio-acidente depois da alta do INSS.
  7. Converse com um advogado antes de assinar qualquer acordo.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se algum item é o seu caso, vale conversar com um advogado trabalhista. Dá para entrar com a ação ainda empregado ou em até 2 anos depois de sair.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que o TST já decidiu sobre perda de visão no trabalho

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ TST, 6ª Turma, 2015

Um borracheiro ficou cego de um olho depois de ser atingido por uma ferramenta. A empresa não fiscalizava o uso de proteção. O TST aumentou o dano moral de R$ 10 mil para R$ 100 mil e manteve a pensão vitalícia.

Ver a fonte oficial
⚖️ TST, 1ª Turma, 2016

Um cortador de cana perdeu a visão de um olho atingido por um estilhaço. A empresa não provou que entregava e exigia os óculos de proteção, e o dano moral de R$ 80 mil foi mantido.

Ver a fonte oficial
⚖️ TST, 6ª Turma, 2016

Um compressorista de frigorífico perdeu a visão do olho direito. O TST mandou incluir os adicionais que ele recebia na base da pensão vitalícia, além de R$ 30 mil de dano moral e R$ 20 mil de dano estético.

Ver a fonte oficial

Erros comuns depois de perder a visão no trabalho

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

Na perda de visão no trabalho, a discussão sobre os óculos de proteção e o laudo do perito decidem o valor. O advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

Perdi só parte da visão. Também tenho direito?

Tem. A perda parcial também reduz a capacidade de trabalho, e a perícia mede quanto. Quanto maior a perda, maior a pensão.

A empresa diz que eu não quis usar os óculos. E agora?

Ela precisa provar que entregou, ensinou e cobrou o uso. Se todos trabalhavam sem óculos e ninguém fiscalizava, a culpa costuma ser da empresa.

Posso continuar dirigindo?

Em regra, quem tem visão monocular pode dirigir carro e moto, depois de passar pelo exame médico do Detran. Já para as categorias profissionais, como caminhão e ônibus, as regras são mais rígidas. Se você trabalhava como motorista, essa perda pesa na pensão.

A visão monocular dá direito a benefício do INSS?

Pode dar. Se veio de acidente e reduziu a capacidade de trabalho, cabe o auxílio-acidente. E, como pessoa com deficiência, você pode ter direito a regras melhores de aposentadoria.

Quanto tempo tenho para entrar com a ação?

Até 2 anos depois de sair da empresa. Se ainda trabalha lá, pode entrar agora.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

Perder a visão, mesmo de um olho só, muda a forma de trabalhar, dirigir e viver. A lei prevê reparação para cada parte dessa perda. Com os laudos do oftalmologista, a CAT e as informações sobre os óculos de proteção, um advogado trabalhista consegue avaliar o que você pode pedir.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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