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Assédio e danos morais

Dano moral no trabalho: quando cabe e qual o valor

Quando a empresa deve indenizar, como provar o que aconteceu e como o juiz chega ao valor.

Atualizado em setembro de 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • Dano moral no trabalho é a ofensa à sua dignidade, honra, saúde ou intimidade causada pela empresa.
  • Humilhação, assédio, acidente, discriminação e revista abusiva são exemplos comuns.
  • O valor depende da gravidade e das provas, e a tabela da CLT é só uma referência.

Um chefe que grita na frente de todo mundo. Uma revista que expõe o seu corpo. Uma demissão feita para humilhar. Ou meses sem salário, com as contas atrasando e o nome sujo. Nesses momentos, muita gente pensa: isso é normal ou dá para pedir indenização? Em muitos casos, a resposta é sim, e o nome disso é dano moral no trabalho.

Dano moral no trabalho é a ofensa à sua dignidade, honra, saúde, imagem ou intimidade causada pela empresa ou por alguém que age em nome dela. Quando isso acontece, a empresa deve pagar uma indenização. O valor depende da gravidade, das provas e da capacidade da empresa, e a tabela da CLT serve só como referência, como decidiu o STF.

Neste guia, sem juridiquês, você vai ver quando cabe dano moral no trabalho, exemplos que a Justiça aceita, como provar e como o juiz define o valor.

📋 O que você vai ver neste artigo

O que é dano moral no trabalho?

É o prejuízo que não aparece no bolso, mas na vida da pessoa. Vergonha, medo, humilhação, angústia, perda da autoestima, abalo na saúde. A CLT chama isso de dano extrapatrimonial e protege, entre outros pontos, a honra, a imagem, a intimidade, a saúde e a integridade física de quem trabalha (arts. 223-A a 223-G da CLT).

A empresa responde pelo que os seus chefes e empregados fazem durante o serviço. Ou seja, se o gerente humilha você, quem paga a indenização é a empresa.

Mas atenção: nem todo aborrecimento gera dano moral. Uma bronca educada, uma crítica ao trabalho ou uma discussão isolada, em regra, não bastam. A ofensa precisa ser séria.

Exemplos de dano moral no trabalho

Estes são os casos mais comuns que chegam à Justiça do Trabalho:

Você se identifica com algum destes sinais?

Se marcou pelo menos um item, não decida no impulso. Converse com um advogado trabalhista para saber se o seu caso gera indenização e como provar o que aconteceu.

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Quando o dano moral no trabalho não precisa de prova do sofrimento?

Em alguns casos, a Justiça entende que o sofrimento é óbvio. Isso se chama dano “in re ipsa”, ou dano presumido. Você precisa provar o fato, mas não precisa provar que sofreu com ele.

O TST já aplica essa regra, por exemplo, quando a empresa impede a volta do trabalhador depois da alta do INSS e quando a Justiça derruba uma justa causa por desonestidade. Em outros casos, como o atraso da rescisão ou a falta de registro, o TST entende que o dano não é automático, e você precisa mostrar o prejuízo.

Um exemplo de como isso acontece

Imagine a Paula, operadora de caixa, com salário de R$ 3.500. Um dia, falta dinheiro no caixa. Sem nenhuma investigação, o gerente a acusa de furto na frente dos clientes e a empresa aplica justa causa por desonestidade.

Na Justiça, as câmeras mostram que o erro foi do sistema. O juiz derruba a justa causa, e a Paula recebe todos os valores de uma demissão sem justa causa. Além disso, como a acusação foi falsa e pública, a empresa também pode ser condenada a pagar dano moral. Nesse tipo de caso, o TST entende que o dano é presumido.

Veja que o que pesou foi a prova do fato: as câmeras e as testemunhas que ouviram a acusação.

Como provar o dano moral no trabalho?

Lembre-se: salve as provas enquanto ainda tem acesso ao celular da empresa, aos grupos e ao e-mail. Depois da saída, isso fica muito mais difícil.

Qual o valor do dano moral no trabalho?

Não existe valor fixo. O juiz analisa a gravidade da ofensa, quanto tempo durou, a repetição, o efeito na sua vida e o porte da empresa.

A Reforma Trabalhista criou uma tabela na CLT que usa o último salário como base (art. 223-G):

Grau da ofensaReferência da CLTCom salário de R$ 3.500
Leveaté 3 saláriosaté R$ 10.500
Médiaaté 5 saláriosaté R$ 17.500
Graveaté 20 saláriosaté R$ 70.000
Gravíssimaaté 50 saláriosaté R$ 175.000

Mas o STF decidiu, em 2023, que essa tabela é só uma orientação. Ou seja, o juiz pode fixar um valor maior quando o caso exige, desde que explique o motivo. Esses números mostram apenas os limites de referência da lei, e não um valor garantido.

O que os tribunais já decidiram sobre dano moral no trabalho

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ STF, ADIs 6050, 6069 e 6082

O STF decidiu que a tabela de valores de dano moral da CLT não é teto: o juiz pode fixar um valor maior quando o caso pede.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 88 dos recursos repetitivos do TST

O TST, o tribunal mais alto da Justiça do Trabalho, em Brasília, já decidiu, em tese que todos os juízes devem seguir, que impedir a volta do trabalhador depois da alta do INSS gera dano moral sem precisar provar o sofrimento.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 62 dos recursos repetitivos do TST

Quando a Justiça derruba uma justa causa por desonestidade, a empresa deve pagar dano moral.

Ver a fonte oficial
⚖️ Temas 60 e 143 dos recursos repetitivos do TST

A falta de registro na carteira e o atraso da rescisão, sozinhos, não geram dano moral automático: é preciso mostrar o prejuízo.

Ver a fonte oficial

Posso pedir dano moral ainda trabalhando na empresa?

Pode. A empresa não pode punir você por entrar na Justiça. Mesmo assim, quando a situação é grave, como assédio constante, muita gente prefere pedir a rescisão indireta, que encerra o contrato por culpa da empresa, junto com a indenização.

Erros que enfraquecem o pedido de dano moral

O que levar ao advogado

Perguntas frequentes

Qual é o prazo para pedir dano moral no trabalho?

Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrando fatos dos últimos 5 anos. Mas, quanto antes, mais fácil fica provar.

Salário atrasado dá dano moral?

Pode dar, quando o atraso se repete e causa prejuízo, como contas atrasadas ou nome sujo. O TST ainda vai decidir se isso vale automaticamente. Veja salário atrasado.

Preciso de laudo psicológico?

Ajuda muito, mas não é obrigatório. Em muitos casos, as mensagens e as testemunhas bastam para provar a ofensa.

A indenização por dano moral tem desconto de imposto?

Não. A indenização por dano moral não sofre desconto de imposto de renda nem de INSS.

Posso pedir dano moral e dano material juntos?

Pode. O dano moral compensa o sofrimento. Já o dano material cobre o prejuízo em dinheiro, como remédios, tratamento e salários perdidos.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa passar por isso sozinho

Ninguém deveria ser humilhado para ganhar o próprio sustento. Se o trabalho feriu a sua dignidade ou a sua saúde, a lei garante reparação. O primeiro passo é entender o seu caso: com as provas em mãos, um advogado trabalhista consegue dizer se cabe dano moral e qual é o melhor caminho.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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