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Periculosidade para motoboy: adicional de 30%

Quem tem direito, o que o TST decidiu em 2026, desde quando vale e o caso do entregador de aplicativo.

Atualizado em setembro de 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • Quem usa moto no trabalho em vias públicas tem direito a 30% de periculosidade sobre o salário-base.
  • Em 2026, o TST decidiu que esse direito vale direto da lei, sem depender de outra regra.
  • Quem nunca recebeu pode cobrar os últimos 5 anos.

Chuva, trânsito pesado, prazo de entrega apertado, carro fechando na faixa. Quem trabalha de moto sabe que cada dia na rua é um risco. Por isso, a CLT garante um adicional a quem usa a moto no trabalho. Mas muita empresa ainda não paga, dizendo que “a lei está suspensa” ou que “precisa de laudo”. Afinal, como funciona a periculosidade para motoboy?

Quem usa moto no trabalho, em vias públicas, tem direito à periculosidade de 30% sobre o salário-base (art. 193, § 4º, da CLT). Em 2026, o TST decidiu, em tese que todos os juízes devem seguir, que esse direito vale direto da lei, sem depender de regulamentação. Com salário de R$ 3.500, por exemplo, o adicional é de R$ 1.050 por mês, e quem nunca recebeu pode cobrar os últimos 5 anos.

Neste guia, sem juridiquês, você vai ver quem tem direito à periculosidade para motoboy, o que o TST decidiu, desde quando vale e o que fazer se a empresa não paga.

📋 O que você vai ver neste artigo

Quem tem direito à periculosidade para motoboy?

Tem direito o empregado que usa a moto no trabalho em vias públicas, como parte da sua rotina. Por exemplo:

Não importa se a moto é da empresa ou sua. O que conta é usar a moto a serviço da empresa.

O que o TST decidiu sobre a periculosidade para motoboy em 2026?

Por muitos anos, as empresas discutiram se o adicional dependia de uma regra do Ministério do Trabalho, e parte dessas regras ficou suspensa na Justiça. Em abril de 2026, o TST encerrou essa discussão no Tema 101 dos recursos repetitivos:

Ou seja, a desculpa de que “a lei está suspensa” não vale mais, e o direito vale para empresas de qualquer tamanho e de qualquer setor.

Desde quando o motoboy tem direito à periculosidade?

A regra entrou na CLT em junho de 2014 (Lei 12.997/2014). Mas, na Justiça, você só pode cobrar os últimos 5 anos, e precisa entrar com a ação em até 2 anos depois de sair da empresa. Por isso, quanto antes você agir, mais meses entram na conta.

Lembre-se: cada mês de espera pode tirar um mês da conta. Se você já saiu da empresa, fique atento ao prazo de 2 anos.

Quanto é a periculosidade para motoboy?

O adicional é de 30% sobre o salário-base, sem somar gratificações, prêmios ou participação nos lucros (art. 193, § 1º, da CLT). Veja alguns exemplos:

Além disso, o adicional reflete no 13º, nas férias com 1/3, no FGTS, no aviso prévio e nas horas extras.

Você se identifica com algum destes sinais?

Se marcou pelo menos um item, não decida no impulso. Converse com um advogado trabalhista para saber se você tem direito à periculosidade para motoboy e quanto pode cobrar.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

Quanto dá para cobrar? Um exemplo com números

Imagine o Diego, motoboy de uma farmácia, com salário de R$ 3.500. Ele faz entregas de moto o dia todo há 5 anos, mas nunca recebeu o adicional.

Esses números servem só para ilustrar, porque a conta real depende das datas, do seu salário e da decisão do juiz.

Motoboy acidentado: além da periculosidade

O trânsito é o maior risco de quem trabalha de moto. Se você sofreu um acidente durante o serviço, a empresa deve emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Se o afastamento pelo INSS passar de 15 dias, você tem estabilidade de 12 meses depois da alta. E, como o trabalho de moto é atividade de risco, a empresa pode ter de indenizar mesmo sem culpa, conforme decidiu o STF. Por isso, guarde o boletim de ocorrência, os atestados e as mensagens do dia do acidente.

Quando o motoboy não tem direito à periculosidade?

Em regra, o adicional não é devido quando:

Mas atenção: segundo o TST, é a empresa que precisa provar essas exceções com laudo técnico.

Como provar que você usa a moto no trabalho

Quanto mais prova da rotina, mais fácil mostrar que a moto fazia parte do trabalho, e não era uso eventual.

A moto é minha. A empresa paga combustível e manutenção?

A lei não obriga um valor fixo, mas a empresa não pode passar para você o custo do próprio negócio. Muitas convenções coletivas preveem aluguel da moto ou ajuda de custo. De todo modo, essa ajuda não substitui a periculosidade: são coisas diferentes, e você pode ter direito às duas.

E o entregador de aplicativo?

O entregador de aplicativo, em regra, não tem carteira assinada. Por isso, antes de falar em periculosidade, é preciso discutir se existe vínculo de emprego. O STF ainda vai julgar se há vínculo entre os aplicativos e os trabalhadores, e o tema segue sem data. Veja pejotização e trabalho sem carteira assinada, que seguem a mesma lógica.

O que os tribunais já decidiram sobre periculosidade para motoboy

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ Tema 101 dos recursos repetitivos do TST

O TST, o tribunal mais alto da Justiça do Trabalho, em Brasília, decidiu em 2026, em tese que todos os juízes devem seguir, que quem usa moto em vias públicas tem direito à periculosidade direto da lei, sem depender de regulamentação.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 101: exceções

As exceções precisam de laudo técnico, não valem para trás, e quem precisa prová-las é a empresa.

Ver a fonte oficial
⚖️ Súmula 364 do TST

O adicional é devido a quem fica exposto ao risco de forma permanente ou intermitente, e não pode ser reduzido por acordo.

Ver a fonte oficial

Erros comuns sobre a periculosidade para motoboy

Perguntas frequentes

Periculosidade para motoboy precisa de perícia?

Depois do Tema 101, em regra, não é preciso provar o risco: ele vem da lei. Se a empresa alegar uma exceção, é ela que precisa apresentar o laudo.

Motoboy tem direito a periculosidade e insalubridade?

Não dá para receber os dois juntos. Quem tem direito aos dois escolhe o mais vantajoso, e para o motoboy costuma ser a periculosidade.

Posso cobrar a periculosidade para motoboy de forma retroativa?

Sim, dentro do prazo: você pode cobrar os últimos 5 anos, e precisa entrar com a ação em até 2 anos depois de sair da empresa.

A empresa paga uma “ajuda de moto”. Isso substitui a periculosidade?

Não. A ajuda de custo cobre as despesas com a moto. A periculosidade paga o risco de vida. Uma não substitui a outra.

Motoboy autônomo tem direito?

Não como autônomo. Mas, se na prática você trabalhava como empregado, com horário, chefe e salário fixo, dá para pedir o vínculo e, depois, a periculosidade.

Sofri um acidente de moto no trabalho. E agora?

Além da periculosidade, você pode ter direito à estabilidade e a indenização. Veja indenização por acidente de trabalho.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

Quem arrisca a vida no trânsito para trabalhar merece receber o que a lei garante. Com os holerites e a descrição da sua rotina de entregas, um advogado trabalhista consegue avaliar se você tem direito à periculosidade para motoboy e quanto dá para cobrar.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
📰 Já falou à imprensa sobre direitos de quem trabalha: Metrópoles, Jornal Contábil, Portal Hospitais Brasil e outros. Veja na mídia
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