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Pensão por morte

Pensão por morte 2026: quem tem direito e valor

Quem tem direito, como o INSS calcula o valor, quanto tempo a pensão dura, o prazo para pedir e o que fazer quando o INSS nega.

Atualizado em setembro de 2026 · Leitura de 7 minutos

Em resumo
  • A pensão por morte é paga pelo INSS aos dependentes de quem faleceu, como marido, esposa, companheiro e filhos até 21 anos.
  • O valor é de 50% da aposentadoria, mais 10% por dependente, mas chega a 100% em alguns casos.
  • Pedindo em até 90 dias do falecimento, a pensão é paga desde a data da morte.

Perder alguém da família já é um dos momentos mais difíceis da vida. Quando essa pessoa sustentava a casa, vem junto a preocupação com as contas do mês seguinte. É para isso que existe a pensão por morte do INSS.

A pensão por morte é paga pelo INSS aos dependentes de quem faleceu: marido, esposa, companheiro, filhos até 21 anos e, em alguns casos, pais e irmãos. O valor é de 50% da aposentadoria, mais 10% por dependente, até 100%. Pedindo em até 90 dias do falecimento, a pensão é paga desde a data da morte.

Neste momento, o mais importante é não perder prazos. O resto dá para organizar com calma.

📋 O que você vai ver neste artigo

Quem tem direito à pensão por morte?

A lei divide os dependentes em três grupos (art. 16 da Lei 8.213/91). Se existir alguém do primeiro grupo, os outros não recebem:

GrupoQuemPrecisa provar dependência?
1ºMarido, esposa, companheiro ou companheira e filhos até 21 anos (ou de qualquer idade, se inválidos ou com deficiência)Não
2ºPai e mãeSim
3ºIrmãos até 21 anos (ou de qualquer idade, se inválidos ou com deficiência)Sim

Também podem ter direito o enteado e o menor sob tutela, se dependiam de quem faleceu, e o ex-marido ou a ex-esposa que recebia pensão alimentícia.

Quais são os requisitos?

São dois:

  1. Quem faleceu precisava ser segurado do INSS: estar contribuindo, estar no “período de graça” depois de parar ou já estar aposentado.
  2. O dependente precisa provar o vínculo: certidão de casamento, de nascimento ou prova da união estável.

A pensão não exige um número mínimo de contribuições. Mas, para o cônjuge, o tempo de contribuição e de união muda a duração, como você vai ver abaixo.

E se a pessoa tinha parado de contribuir? Mesmo assim pode haver pensão, se ela já tinha cumprido os requisitos para se aposentar antes de falecer (Súmula 416 do STJ).

Como é calculado o valor da pensão por morte?

Depois da Reforma da Previdência de 2019, o cálculo ficou assim (art. 23 da Emenda Constitucional 103/2019):

Se a pessoa ainda não era aposentada, a base é a aposentadoria por invalidez que ela teria naquela data: 60% da média, mais 2% por ano acima de 20 anos de contribuição (homem) ou 15 anos (mulher). Quando a morte vem de acidente de trabalho ou doença do trabalho, essa base sobe para 100% da média.

A pensão é de 100% quando um dos dependentes é inválido ou tem deficiência intelectual, mental ou grave. E nunca é menor que um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026). O STF confirmou esse cálculo em 2023 (ADI 7051).

Quanto tempo dura a pensão por morte?

Para os filhos, a pensão vai até os 21 anos, salvo invalidez ou deficiência. Para o marido, a esposa ou o companheiro, depende da idade na data do falecimento:

Idade do cônjugeDuração da pensão
Menos de 22 anos3 anos
De 22 a 27 anos6 anos
De 28 a 30 anos10 anos
De 31 a 41 anos15 anos
De 42 a 44 anos20 anos
45 anos ou maisPelo resto da vida

Essa tabela só vale se quem faleceu tinha pelo menos 18 contribuições e a união durava pelo menos 2 anos. Se não, a pensão do cônjuge dura só 4 meses. A exceção é a morte por acidente ou doença do trabalho: aí a tabela vale mesmo sem esses requisitos.

Qual o prazo para pedir a pensão por morte?

O pedido é feito pelo Meu INSS (site ou aplicativo) ou pelo telefone 135, com a certidão de óbito e os documentos que provam o vínculo.

União estável: como provar?

Esse é o motivo de muitas negativas. Desde 2019, a lei exige ao menos uma prova em documento produzida nos 24 meses antes do falecimento (art. 16, § 5º). Só testemunhas não bastam. Servem, por exemplo:

Pensão por morte: quanto dá? Um exemplo com números

Imagine o Carlos, que faleceu aos 48 anos, sem ser aposentado. Ele tinha média salarial de R$ 3.800 e 25 anos de contribuição, e deixou a esposa e um filho de 15 anos. Veja como a causa da morte muda o valor:

Pensão da família do CarlosMorte por doença comumMorte por acidente de trabalho ou doença ocupacional
Base do cálculo70% da média: R$ 2.660100% da média: R$ 3.800
Pensão (50% + 10% × 2 dependentes)Cerca de R$ 1.862Cerca de R$ 2.660
Indenização da empresaNãoPode ser pedida, se a empresa teve culpa
Diferença em um ano, com o 13º—Cerca de R$ 10.374 a mais

Quando o filho completar 21 anos, a cota dele acaba e a pensão da esposa passa a 60% da base, sem ficar abaixo de um salário mínimo. Esses números servem só para ilustrar.

Um caso hipotético: como isso funciona na prática

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Carlos trabalhava numa transportadora e morreu num acidente com o caminhão da empresa. O INSS concedeu a pensão como se fosse morte comum.

Ao procurar um advogado, a família descobriu duas coisas. Primeiro, que a morte em serviço muda a base da pensão para 100% da média. Segundo, que a empresa pode ser responsabilizada pelo acidente, com indenização por dano moral e uma pensão paga por ela, além da do INSS. Nesse cenário, os dois pedidos podem ser feitos, um no INSS ou na Justiça Federal e outro na Justiça do Trabalho.

Você se identifica com algum destes sinais?

Se marcou pelo menos um item, converse com um advogado para entender o seu caso com calma.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

E se quem faleceu trabalhava sem carteira?

Ainda pode haver pensão. Se ficar provado que a pessoa trabalhava como empregada, o vínculo pode ser reconhecido na Justiça e, com ele, a qualidade de segurado. Mensagens, testemunhas, comprovantes de pagamento e fotos no trabalho ajudam. Veja o guia de trabalho sem carteira assinada.

Além disso, os valores que a empresa devia ao falecido, como saldo de salário, férias e FGTS, podem ser pagos aos dependentes habilitados no INSS.

Pensão por morte negada: o que fazer?

A carta do INSS sempre traz o motivo. Os mais comuns são falta de prova da união estável, perda da qualidade de segurado de quem faleceu e dependência econômica não provada, no caso de pais e irmãos.

Enquanto isso, guarde tudo o que mostra a vida em comum ou a dependência. Veja mais em benefício negado pelo INSS.

Posso receber pensão e aposentadoria juntas?

Pode. Mas, desde 2019, você recebe o benefício maior inteiro e só uma parte do menor (art. 24 da EC 103/2019). Quem tem uma aposentadoria de um salário mínimo, porém, recebe as duas inteiras, porque essa faixa não sofre desconto.

Erros comuns na pensão por morte

O que o STF e o STJ já decidiram

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ ADI 7051 do STF

O STF, o tribunal mais alto do país, decidiu em 2023 que é válido o cálculo da Reforma: 50% da aposentadoria, mais 10% por dependente.

Ver a fonte oficial
⚖️ Súmula 416 do STJ

A família tem direito à pensão mesmo que quem faleceu tenha parado de contribuir, se ele já tinha cumprido os requisitos para se aposentar.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 643 do STJ

A pensão do filho acaba aos 21 anos, mesmo que ele esteja na faculdade.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 529 do STF

Não é possível dividir a pensão entre duas uniões ao mesmo tempo, como um casamento e uma união estável paralela.

Ver a fonte oficial

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

Num momento de luto, é difícil pensar em prazos, documentos e cálculos. Quem conhece as regras do INSS e da Justiça do Trabalho sabe o que conferir. O advogado:

Com acompanhamento, a família cuida do que importa enquanto os prazos e cálculos são cuidados por quem entende. Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

O que levar ao advogado

Perguntas frequentes

Quem recebe pensão por morte pode se casar de novo?

Pode. Casar de novo não faz perder a pensão.

A pensão por morte paga 13º?

Paga. O INSS paga o abono anual, como nas aposentadorias.

Filho que faz faculdade recebe pensão até os 24 anos?

Não. A pensão do filho vai até os 21 anos, salvo invalidez ou deficiência.

Pais podem receber pensão por morte do filho?

Podem, se não houver cônjuge ou filhos com direito e se provarem que dependiam financeiramente do filho.

Ex-mulher tem direito à pensão por morte?

Tem, se recebia pensão alimentícia. Nesse caso, ela divide a pensão com os outros dependentes.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

O luto já pesa o bastante. Com a certidão de óbito, os documentos da família e os do falecido, um advogado consegue avaliar o direito à pensão por morte, o valor correto e se há algo mais a receber.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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