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Assédio e danos morais

Discriminação no trabalho: o que é, exemplos e como provar

O que a lei proíbe, os casos mais comuns, quanto a discriminação tira de você e como reunir as provas, ainda trabalhando ou depois de sair.

Atualizado em 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • Discriminação no trabalho é tratar alguém pior por raça, sexo, idade, gravidez, deficiência, doença, religião ou orientação sexual.
  • Ela pode gerar diferenças salariais, indenização por dano moral e até a saída com todos os direitos.
  • Mensagens, gravações feitas por você, holerites e testemunhas são as principais provas.

Seu colega faz o mesmo trabalho e ganha mais. A promoção sempre vai para outro perfil. As “brincadeiras” sobre a sua cor, a sua idade ou o seu jeito viraram rotina, e todo mundo ri. Você sente que não é só impressão. Discriminação no trabalho é proibida por lei, e quem sofre pode cobrar a reparação.

Discriminação no trabalho é tratar alguém pior por raça, cor, sexo, idade, gravidez, deficiência, doença, religião, origem ou orientação sexual. Ela aparece no salário menor pela mesma função, na promoção negada, nas “piadas” e no isolamento. A lei garante as diferenças salariais, a indenização por dano moral e, se você ainda trabalha lá, a possibilidade de sair com todos os direitos. Mensagens, gravações feitas por você e testemunhas são as principais provas.

Neste guia, você vai ver o que a lei proíbe, os exemplos mais comuns, quanto isso pode tirar de você e como provar.

📋 O que você vai ver neste artigo

O que é discriminação no trabalho?

A Constituição proíbe diferença de salário, de função e de critério de contratação por sexo, idade, cor ou estado civil (art. 7º, XXX, da Constituição). Além disso, a Lei 9.029/1995 proíbe qualquer prática discriminatória para contratar ou manter alguém no emprego.

Na prática, existe discriminação quando a empresa trata você pior do que os outros por uma característica sua, e não pelo seu trabalho. Pode ser uma ordem do chefe, uma regra da empresa ou uma situação que ela conhece e deixa continuar.

Discriminação no trabalho: exemplos comuns

Quanto a discriminação no trabalho pode tirar de você? Um exemplo com números

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Ana trabalha há 3 anos como analista de compras, com salário de R$ 3.500. O colega que entrou com ela, na mesma função e com as mesmas tarefas, ganha R$ 4.500. Veja a diferença acumulada:

O que Ana deixou de receberContaValor aproximado
Diferença de salárioR$ 1.000 × 36 mesesR$ 36.000,00
13º salário3 × R$ 1.000R$ 3.000,00
Férias com 1/33 × R$ 1.333,33R$ 4.000,00
FGTS8% sobre salários, 13º e fériasR$ 3.440,00
Total, sem o dano moralR$ 46.440,00

Além disso, a lei permite pedir indenização por dano moral pela discriminação. Os valores servem só para ilustrar, sem correção e juros, e não são promessa: dependem das provas e da decisão do juiz.

Salário menor pela mesma função: o que diz a lei

Desde 2023, a Lei 14.611 reforçou a igualdade de salário entre homens e mulheres. Quando a diferença vem do sexo, da raça, da origem ou da idade, você pode cobrar as diferenças e, além delas, a indenização por dano moral. A empresa ainda pode levar multa da fiscalização, de dez vezes o novo salário devido.

Para cobrar a mesma remuneração, em regra, as tarefas precisam ser iguais, na mesma empresa e no mesmo local, com pouca diferença de tempo na função. Veja equiparação salarial.

Discriminação no trabalho por doença ou deficiência

A pessoa com deficiência tem direito a adaptações razoáveis no posto de trabalho, como rampas, programas de leitura de tela ou mudança de tarefas. Por isso, negar a adaptação também é discriminação. Além disso, a lei proíbe pagar menos ou barrar a promoção por causa da deficiência.

Do mesmo modo, quem tem uma doença grave, como câncer ou HIV, não pode ser deixado de lado nem perder funções por isso. Por exemplo, tirar as tarefas de quem voltou de um tratamento, sem motivo, pode gerar indenização. E, se a doença veio antes de uma demissão, a Justiça presume que a dispensa foi discriminatória. Veja demitido doente.

“Era só brincadeira”: piada também é discriminação

O chamado racismo recreativo, aquele disfarçado de humor, é discriminação. O mesmo vale para “brincadeiras” sobre a idade, o corpo, a religião ou a orientação sexual. Quando o chefe faz ou a empresa sabe e não age, ela responde pelo dano moral. Veja também assédio moral no trabalho.

Discriminação no trabalho também pode ser crime

Você pode registrar boletim de ocorrência. Mas o processo criminal pune o ofensor e não paga os seus direitos. Para receber as diferenças e a indenização, o caminho é a ação trabalhista.

Como provar a discriminação no trabalho

Anote cada episódio: o dia, o que foi dito e quem estava perto. Quanto mais detalhes, mais forte fica a prova.

Ainda trabalho lá. O que posso fazer?

Você pode guardar as provas e continuar no emprego. Mas, se a situação ficou insuportável, a discriminação pode justificar a rescisão indireta: você sai e recebe tudo como numa demissão sem justa causa, além da indenização. Se você já foi demitido por esse motivo, veja demissão discriminatória, em que cabe a volta ao emprego ou o pagamento em dobro.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se marcou algum item, converse com um advogado trabalhista. O prazo é de até 2 anos depois da saída.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que a Justiça já decidiu sobre discriminação no trabalho

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ TST, 7ª Turma, 2026

Uma operadora de caixa ouvia todo dia “brincadeiras” racistas do chefe, e a empresa não agiu. O TST elevou a indenização de R$ 30 mil para R$ 100 mil.

Ver a fonte oficial
⚖️ TST, 6ª Turma, 2025

Uma empresa dispensou as 11 técnicas de enfermagem e contratou homens no lugar, com um curso oferecido só a eles. O TST viu discriminação de gênero e mandou indenizar as trabalhadoras.

Ver a fonte oficial
⚖️ STF, ADO 26, 2019

O STF decidiu que a homofobia e a transfobia são formas de racismo e podem ser punidas como crime.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 237 do STF

A gravação de uma conversa feita por quem participou dela, mesmo sem o outro saber, é prova válida.

Ver a fonte oficial

Erros comuns de quem sofre discriminação no trabalho

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

Na discriminação no trabalho, a prova costuma estar espalhada em conversas, holerites e testemunhas. O advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

Posso gravar o meu chefe sem ele saber?

Pode gravar uma conversa da qual você participa. Gravar conversas dos outros, sem você estar nelas, não vale como prova.

A empresa responde pelo que um colega faz?

Responde, se sabia ou deveria saber e não agiu. A empresa precisa manter um ambiente de trabalho sem discriminação.

Discriminação por idade também vale?

Vale. A lei proíbe diferença de salário e de critério de contratação pela idade, e isso inclui recusar quem tem mais de 50 anos só pela idade.

A discriminação na contratação dá direito a indenização?

Pode dar. Perguntas sobre gravidez, religião ou vida pessoal, ou a recusa por um motivo assim, podem gerar dano moral, se houver prova.

Quanto tempo tenho para entrar com a ação?

Você pode cobrar os últimos 5 anos, enquanto trabalha ou em até 2 anos depois de sair da empresa.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

Ninguém deve ganhar menos ou ser humilhado pelo que é. A lei protege você, e a discriminação deixa rastros: mensagens, holerites e pessoas que viram. Com essas provas em mãos, um advogado trabalhista consegue mostrar o que você pode cobrar.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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