Amputação no trabalho: perda de dedo, mão, braço ou perna e indenização
O que a empresa e o INSS pagam a quem perdeu um dedo, a mão, o braço ou a perna num acidente de trabalho, e como esses direitos se somam.
- Quem perde um dedo, a mão, o braço ou a perna por culpa da empresa pode receber pensão pela capacidade perdida, mesmo voltando a trabalhar.
- A prótese entra na conta, com manutenção e trocas por toda a vida, junto com o dano moral e o dano estético.
- Do INSS vem o auxílio-acidente, que não desconta nada do que a empresa paga.
Uma prensa sem proteção, um cilindro que puxa a mão, uma serra, uma máquina que alguém ligou na hora errada. Em segundos, você perde um dedo, a mão, o braço ou a perna. Depois da cirurgia e do susto, vêm as dúvidas: vou conseguir trabalhar? Quem paga a prótese? A amputação no trabalho muda a vida inteira, e a lei prevê uma reparação à altura.
Na amputação no trabalho, a empresa responsável pode ter de pagar uma pensão mensal pela perda da capacidade de trabalho, mesmo que você continue trabalhando. Ela também deve pagar a prótese, com a manutenção e a troca ao longo da vida, e indenizar o dano moral e o dano estético. O INSS, por sua vez, paga o auxílio-acidente, que se soma ao salário e à pensão.
Neste guia, você vai ver quando a empresa responde, cada direito, quanto pode valer e o que fazer agora.
📋 O que você vai ver neste artigo
- Amputação no trabalho: quando a empresa responde?
- Os direitos de quem sofreu amputação no trabalho
- Quanto pode valer? Um exemplo com números
- Perdi um dedo no trabalho: também tenho direito?
- A prótese é paga pela empresa?
- Amputação no trabalho e o novo começo: reabilitação e emprego
- A pensão vale mesmo se eu voltar a trabalhar?
- Amputação no trabalho: o que fazer agora
- Você se identifica com alguma destas situações?
- O que o TST já decidiu sobre amputação no trabalho
- Erros comuns depois de uma amputação no trabalho
- Por que ter um advogado acompanhando o seu caso
- Perguntas frequentes
- O que dizem nossos clientes
- Você não precisa decidir isso sozinho
Amputação no trabalho: quando a empresa responde?
Na maioria dos casos, o acidente acontece porque faltou segurança. Por exemplo:
- Máquina sem proteção, sem botão de emergência ou com a proteção retirada para “ganhar tempo”.
- Falta de treinamento para operar a máquina.
- Manutenção feita com a máquina ligada ou sem bloqueio.
- Ritmo de produção que obriga a pular etapas de segurança.
As normas de segurança exigem proteções e dispositivos de parada nas máquinas (NR-12). Quando elas faltam, a culpa da empresa costuma ficar clara. Além disso, em atividades de risco, a empresa pode responder mesmo sem culpa (Tema 932 do STF).
Os direitos de quem sofreu amputação no trabalho
| Direito | Quem paga | O que é |
|---|---|---|
| Pensão mensal | Empresa | Um percentual do salário, pela capacidade perdida |
| Prótese | Empresa | Compra, manutenção e troca ao longo da vida |
| Dano moral | Empresa | Pelo trauma e pela vida que mudou |
| Dano estético | Empresa | Pela perda visível de parte do corpo |
| Tratamento | Empresa | Cirurgias, fisioterapia e remédios |
| Auxílio-acidente | INSS | Metade do salário de benefício, todo mês, até a aposentadoria |
| Estabilidade | Empresa | Um ano de emprego garantido depois da alta do INSS |
O dano moral e o dano estético podem ser pedidos juntos, porque reparam coisas diferentes. Veja dano estético.
Quanto pode valer? Um exemplo com números
O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.
Carlos, 35 anos, operador de máquinas com salário de R$ 3.200, teve a mão direita puxada por um cilindro sem proteção. A perícia apontou perda de 70% da capacidade para a função. Veja a conta:
| Direito | Conta | Valor aproximado |
|---|---|---|
| Pensão mensal da empresa | 70% de R$ 3.200 | R$ 2.240 por mês |
| Pensão até os 76 anos | 41 anos × 12 × R$ 2.240 | R$ 1.102.080 no total |
| Se paga de uma vez, com desconto de 20% a 30% | R$ 1.102.080 com o desconto | Entre R$ 771 mil e R$ 881 mil |
| Auxílio-acidente do INSS | Metade de R$ 3.200 | Perto de R$ 1.600 mensais |
| Prótese e indenizações | Fixadas na sentença | Variam caso a caso |
Ou seja, a mão perdida não vira só um benefício do INSS: no exemplo, a pensão somada mês a mês passa de R$ 1 milhão, sem contar a prótese e as indenizações. Os valores servem só para ilustrar e não são promessa: dependem da perícia, da culpa da empresa e da decisão do juiz.
Perdi um dedo no trabalho: também tenho direito?
Tem. A perda de um dedo também reduz a capacidade de trabalho, ainda que em percentual menor. O polegar costuma pesar mais, porque é usado para pegar, apertar e segurar ferramentas. Assim, mesmo a perda de um dedo pode gerar pensão, auxílio-acidente, dano moral e dano estético. Do mesmo modo, a perda de movimentos sem amputação, como um dedo que não dobra mais, também conta.
A prótese é paga pela empresa?
Sim, quando ela responde pelo acidente. A prótese faz parte da reparação, e não depende do INSS. Além disso, ela precisa de manutenção e deve ser trocada de tempos em tempos, por desgaste ou pelo avanço da tecnologia. Por isso, o pedido deve incluir a compra, a manutenção e as trocas futuras. Em casos urgentes, a Justiça pode mandar a empresa pagar antes do fim do processo, para não perder a chance de adaptação.
Amputação no trabalho e o novo começo: reabilitação e emprego
Depois da alta, o INSS pode encaminhar você à reabilitação profissional, com treino para uma nova função e, em alguns casos, ajuda com a prótese. Além disso, quem passou por uma amputação costuma ser considerado pessoa com deficiência. Isso abre as vagas de cota que empresas com 100 ou mais empregados precisam preencher.
A volta, porém, não apaga a reparação. Ou seja, a reabilitação ajuda a recomeçar, mas a pensão e as indenizações continuam devidas pela empresa responsável pelo acidente.
A pensão vale mesmo se eu voltar a trabalhar?
Vale. A pensão repara a capacidade perdida, e não a falta de salário (art. 950 do Código Civil). Assim, ela é devida mesmo que você seja readaptado em outra função ou arrume outro emprego. Se a empresa demitir você nos 12 meses depois da volta do INSS, a estabilidade foi desrespeitada. Veja estabilidade após afastamento.
Amputação no trabalho: o que fazer agora
- Cobre o registro do acidente (CAT). Se a empresa se recusar, o sindicato, o hospital ou você mesmo podem fazer.
- Peça cópia do prontuário do hospital e dos laudos da cirurgia.
- Fotografe a máquina, se puder, e anote se havia proteção ou botão de parada.
- Guarde os nomes dos colegas que estavam no turno.
- Faça o pedido do auxílio-acidente depois da alta do INSS.
- Não aceite dinheiro “por fora” nem assine papel dizendo que a culpa foi sua.
- Converse com um advogado antes de qualquer acordo.
Você se identifica com alguma destas situações?
- Você perdeu um dedo, a mão, o braço ou a perna num acidente de trabalho.
- A máquina não tinha proteção ou botão de emergência.
- A empresa não emitiu a CAT.
- Você precisa de prótese e não sabe quem paga.
- Você voltou da alta do INSS sem nenhum benefício.
Se algum item é o seu caso, vale conversar com um advogado trabalhista. Você pode entrar com a ação ainda empregado ou em até 2 anos depois de sair.
🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.
O que o TST já decidiu sobre amputação no trabalho
Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:
Um operador teve a mão amputada por uma máquina de cilindros. O TST mandou a empresa pagar o tratamento, a compra, a manutenção e a troca periódica das próteses.
Ver a fonte oficialUma empregada perdeu parte do braço ao limpar um moedor sem aviso de funcionamento. O TST mandou a empresa pagar uma mão biônica antes do fim do processo, pela urgência.
Ver a fonte oficialUm operador perdeu três dedos num acidente com uma polia. O TST garantiu o dano moral e o dano estético, somados.
Ver a fonte oficialQuando o trabalho tem risco especial, como operar máquinas pesadas, a empresa pode ter de indenizar mesmo sem ter tido culpa.
Ver a fonte oficialErros comuns depois de uma amputação no trabalho
- Achar que, com o auxílio do INSS, não há mais nada a cobrar.
- Pagar a prótese do próprio bolso, sem cobrar da empresa.
- Pedir só a prótese de agora, esquecendo a manutenção e as trocas.
- Assinar acordo rápido, ainda em tratamento.
Por que ter um advogado acompanhando o seu caso
Na amputação no trabalho, a prova sobre a máquina e o laudo do perito pesam muito no valor final. O advogado:
- Junta as provas sobre a máquina, as proteções e o treinamento.
- Prepara as perguntas ao perito sobre a perda da capacidade e a necessidade de prótese.
- Faz a conta da pensão mensal e da pensão paga de uma vez, para você decidir.
- Pede a prótese, com manutenção e trocas, inclusive com urgência.
Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.
Perguntas frequentes
A pensão é para a vida toda?
Quando a perda é permanente, em regra sim. O juiz pode mandar a empresa garantir o pagamento futuro com um fundo ou um seguro.
Posso pegar a prótese pelo SUS e cobrar a empresa mesmo assim?
Pode. O SUS fornece alguns modelos, mas isso não tira a obrigação da empresa. Na ação, dá para pedir a prótese indicada pelo médico para o seu caso.
A empresa diz que a culpa foi minha. E agora?
Ela precisa provar. Máquina sem proteção, falta de treinamento e pressa na produção costumam pesar contra a empresa.
Sinto dor no membro que perdi. Isso entra no processo?
Entra. A dor fantasma é comum depois de uma amputação, e o tratamento dela, inclusive o psicológico, faz parte dos gastos que a empresa deve pagar.
Posso ser aposentado por causa da amputação?
Se a amputação impedir qualquer trabalho, o INSS pode conceder a aposentadoria por incapacidade. Veja aposentadoria por invalidez.
O que dizem nossos clientes
Avaliações reais de clientes no Google.
Você não precisa decidir isso sozinho
Perder parte do corpo no trabalho não é algo que se resolve com o auxílio do INSS. A pensão, a prótese e as indenizações existem justamente para isso. Com o prontuário, a CAT e as informações sobre a máquina, um advogado trabalhista consegue avaliar o que você pode pedir.
O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.
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