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Doença e invalidez

Auxílio-doença acidentário (B91) x comum (B31): diferença e como mudar

O que muda entre o benefício comum e o acidentário, como saber qual você recebe, o que você perde com o código errado e os caminhos para corrigir.

Atualizado em 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • O INSS paga o auxílio-doença acidentário (B91) quando o afastamento vem de acidente ou doença do trabalho, e o comum (B31) nos outros casos.
  • O valor mensal é o mesmo, mas só o B91 garante FGTS no afastamento, estabilidade de 12 meses e aposentadoria por incapacidade de 100%.
  • Se o INSS deu o B31 por falta de CAT, dá para corrigir no INSS ou na Justiça.

Você se machucou no trabalho ou adoeceu por causa dele, ficou afastado e o INSS aprovou o benefício. Parece resolvido. Mas, ao olhar a carta de concessão, aparece o número 31, e não 91. Esse detalhe muda o seu FGTS, a sua estabilidade e até a sua aposentadoria. Entender o auxílio-doença acidentário é o primeiro passo para não perder dinheiro.

O INSS paga o auxílio-doença acidentário (B91) quando o afastamento vem de acidente de trabalho, acidente de trajeto ou doença causada pelo trabalho. O comum (B31) é para as outras doenças. O valor mensal é igual, mas só o acidentário garante o FGTS durante o afastamento, a estabilidade de 12 meses na volta e uma aposentadoria por incapacidade de 100% da média, se ela vier. Se o INSS deu o B31 porque a empresa não emitiu a CAT, dá para corrigir.

Neste guia, você vai ver as diferenças, como saber qual você recebe, quanto se perde com o código errado e como mudar.

📋 O que você vai ver neste artigo

Auxílio-doença acidentário x comum: as diferenças

PontoComum (B31)Acidentário (B91)
Quando é concedidoDoença ou acidente sem ligação com o trabalhoAcidente de trabalho, de trajeto ou doença do trabalho
CarênciaEm regra, 12 contribuiçõesNão exige
Valor mensal91% da média91% da média
FGTS durante o afastamentoNãoSim, a empresa deposita todo mês
Estabilidade na voltaEm regra, não12 meses
Aposentadoria por incapacidade, se vier60% da média, mais 2% por ano extra100% da média
Ação contra o INSSJustiça FederalJustiça Estadual

Hoje, o INSS chama os dois de “auxílio por incapacidade temporária”. O que diferencia um do outro é o código, que aparece na carta de concessão e no Meu INSS.

Como saber se o meu benefício é B91 ou B31?

  1. Entre no aplicativo ou no site Meu INSS com a sua conta gov.br.
  2. Abra Extrato de benefício ou Carta de concessão.
  3. Procure a espécie do benefício: 91 é acidentário, 31 é comum.

Se aparecer 31 e o afastamento veio do trabalho, vale agir logo. Quanto antes a correção, mais fácil reunir as provas.

Quanto se perde com o código errado? Um exemplo com números

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Carla, operadora de telemarketing com salário de R$ 2.600, ficou 10 meses afastada por tendinite nos dois punhos, causada pela digitação sem pausas. A empresa não emitiu a CAT, e o INSS concedeu o B31. Na primeira semana depois da volta, ela foi demitida. Veja o que o código errado tirou dela:

O que Carla perdeuContaValor aproximado
FGTS dos 10 meses de afastamento8% × R$ 2.600 × 10R$ 2.080,00
Salários da estabilidade12 × R$ 2.600R$ 31.200,00
13º e férias com 1/3 da estabilidadeR$ 2.600 + R$ 3.466,67R$ 6.066,67
FGTS da estabilidade8% sobre salários e 13ºR$ 2.704,00
TotalR$ 42.050,67

E há mais. Se a tendinite um dia levar à aposentadoria por incapacidade, com 15 anos de contribuição, o benefício comum pagaria 60% da média, cerca de R$ 1.560. O acidentário pagaria 100%, cerca de R$ 2.600: mais de R$ 1.000 por mês de diferença, pelo resto da vida. Os valores servem só para ilustrar, sem correção e juros.

Por que o INSS dá o B31 quando era acidentário?

O motivo mais comum é a falta da CAT. Sem a comunicação do acidente, o perito do INSS muitas vezes trata o caso como doença comum. Outras causas:

Para algumas doenças, a lei manda o INSS presumir a ligação com o trabalho quando a doença é típica da atividade da empresa. É o chamado nexo técnico epidemiológico (art. 21-A da Lei 8.213). Mesmo assim, erros acontecem.

Como mudar o auxílio-doença comum para acidentário

Os dois últimos caminhos podem correr ao mesmo tempo. Veja estabilidade após afastamento e doença ocupacional.

Como pedir o auxílio-doença acidentário na perícia

A perícia é o momento em que o INSS decide o código do benefício. Por isso, prepare-se:

Se, mesmo assim, o benefício sair como comum, você já terá reunido as provas para a revisão e para a ação.

Auxílio-doença acidentário e o auxílio-acidente

Quando o afastamento termina e fica uma sequela que reduz a capacidade de trabalho, o INSS deve pagar o auxílio-acidente, de 50% do salário de benefício, junto com o salário. Ele também vale depois do B31, se a sequela veio de um acidente. Veja auxílio-acidente.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se marcou algum item, converse com um advogado. Você pode cobrar os direitos na empresa até 2 anos depois da saída.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que o TST já decidiu sobre o auxílio-doença acidentário

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ Súmula 378 do TST

A estabilidade exige afastamento de mais de 15 dias com benefício acidentário, salvo quando a doença do trabalho é constatada depois da demissão.

Ver a fonte oficial
⚖️ TST, 6ª Turma, 2014

Um bancário foi demitido e só depois teve confirmada a síndrome do túnel do carpo ligada ao trabalho. O TST garantiu a indenização dos 12 meses de estabilidade.

Ver a fonte oficial
⚖️ TST, 3ª Turma, 2020

Uma cozinheira adoeceu da coluna e do quadril por causa do trabalho. O TST mandou pagar a estabilidade e o FGTS de todo o período de afastamento.

Ver a fonte oficial

Erros comuns com o auxílio-doença acidentário

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

Mudar o B31 para B91 exige provar a ligação entre o problema e o trabalho, no INSS e na Justiça. O advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

A empresa pode contestar o B91?

Pode. A empresa tem o direito de recorrer quando o INSS reconhece a ligação com o trabalho. Por isso, é importante que os seus laudos e a CAT estejam bem feitos desde o começo.

O valor do auxílio-doença acidentário é maior?

Não. O valor mensal é o mesmo do comum. A diferença está no FGTS, na estabilidade e na aposentadoria.

Quem paga os primeiros 15 dias?

A empresa. O INSS paga a partir do 16º dia, nos dois tipos de benefício.

Acidente de trajeto também gera o B91?

Gera. Para o INSS, o acidente no caminho entre a casa e o trabalho é acidente de trabalho. Veja acidente de trajeto.

Doença mental também pode ser acidentária?

Pode. Depressão, ansiedade e burnout causados pelo trabalho podem gerar o B91, se a ligação ficar provada.

Sem carteira assinada, tenho direito ao B91?

Se o vínculo for reconhecido, sim. Por isso, o reconhecimento do emprego pode mudar também o benefício.

Já voltei ao trabalho. Ainda dá para corrigir?

Dá. Você pode pedir a revisão e entrar com a ação depois da alta, e cobrar a estabilidade até 2 anos depois da saída.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara profile picture
Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza profile picture
Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

Um número na carta de concessão parece um detalhe, mas pode valer dezenas de milhares de reais e anos de aposentadoria. Com a carta do INSS, os laudos e as informações sobre o seu trabalho, um advogado consegue mostrar se o seu benefício deveria ser acidentário e como corrigir.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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