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Salário

Piso salarial 2026: como saber o da sua categoria e cobrar a diferença

O que é piso salarial, os três tipos que existem, como encontrar o da sua categoria, o que fazer quando a empresa paga menos e um exemplo com números.

Atualizado em 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • Piso salarial é o menor salário que a empresa pode pagar para uma categoria ou profissão, e quase sempre é maior que o salário mínimo nacional de R$ 1.621.
  • Ele pode vir da convenção coletiva do sindicato, de uma lei estadual, como o piso paulista de R$ 1.874,36, ou de uma lei para certas profissões.
  • Quem recebe menos que o piso pode cobrar a diferença dos últimos 5 anos, com reflexos no 13º, nas férias e no FGTS.

Muita gente acredita que, se a empresa paga o salário mínimo, está tudo certo. Não está, na maioria dos casos. Quase toda categoria tem um piso salarial próprio, fixado pelo sindicato ou por lei, e ele costuma ser bem maior que o mínimo nacional. A diferença parece pequena num mês, mas, somada ao longo de anos, com 13º, férias e FGTS, vira um valor que vale a pena cobrar.

Piso salarial é o menor salário que a empresa pode pagar a uma categoria ou profissão. Ele pode vir da convenção coletiva do sindicato, de uma lei estadual, como o piso de São Paulo, de R$ 1.874,36 desde junho de 2026, ou de uma lei federal para certas profissões. Quase sempre fica acima do salário mínimo nacional, de R$ 1.621. Quem recebe abaixo do piso pode cobrar a diferença dos últimos 5 anos, com reflexos no 13º, nas férias e no FGTS.

A seguir, os tipos de piso, como encontrar o da sua categoria e o que fazer quando o valor não bate.

📋 O que você vai ver neste artigo

Piso salarial e salário mínimo: qual a diferença?

O salário mínimo nacional vale para todo o país, do Norte ao Sul, e, em 2026, é de R$ 1.621 por mês. Nenhum trabalhador pode receber menos que isso por uma jornada completa. Já o piso salarial vale para um grupo específico, como comerciários, vigilantes, metalúrgicos ou enfermeiros, e quase sempre é maior. Quando existe piso, é ele que a empresa precisa respeitar.

Os três tipos de piso salarial

TipoQuem fixaExemplo
Piso da categoriaConvenção ou acordo coletivo do sindicatoComerciários, vigilantes, porteiros
Piso estadualLei do estado, para quem não tem piso de categoriaPiso paulista de R$ 1.874,36
Piso profissionalLei federal para uma profissãoEnfermagem, agentes comunitários de saúde

O piso salarial de São Paulo em 2026

Em São Paulo, a Lei 18.471/2026 fixou o piso estadual em R$ 1.874,36, valendo desde 1º de junho de 2026 (Agência SP). Ele vale para os trabalhadores que não têm piso definido em convenção coletiva ou em lei federal, como muitas domésticas e empregados de empresas pequenas. Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro também têm pisos estaduais, divididos em faixas por atividade.

Como descobrir o piso salarial da sua categoria

  1. Veja no holerite ou no contrato o nome do sindicato que recebe a contribuição ou que aparece no seu registro.
  2. Procure a convenção coletiva no site desse sindicato. Ela costuma ter uma tabela de pisos por função.
  3. Consulte o sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, onde as convenções ficam registradas.
  4. Confira a data-base, o mês em que o piso é reajustado todo ano.
  5. Compare com o seu salário, considerando a sua função e a sua jornada.

Atenção: a categoria segue a atividade principal da empresa, e não só o nome do seu cargo. Motoristas, secretárias e técnicos podem ter convenções próprias, chamadas de categorias diferenciadas.

Piso salarial com jornada menor

O piso vale para a jornada completa, em geral de 44 horas por semana. Quem foi contratado para trabalhar menos pode receber o piso de forma proporcional, salvo se a convenção disser o contrário. Por exemplo, metade da jornada pode significar metade do piso. Mas, se você trabalha a jornada inteira, não pode receber um valor proporcional.

Pisos fixados por lei para profissões

Algumas profissões têm piso nacional definido em lei. É o caso da enfermagem, com valores para enfermeiro, técnico e auxiliar, e dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, com piso de dois salários mínimos. Engenheiros e algumas outras profissões também têm pisos legais, com regras de reajuste definidas pelo STF. Veja piso da enfermagem.

Quanto pode valer? Um exemplo com números

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Rita trabalha como recepcionista em São Paulo, com jornada de 44 horas. A convenção da sua categoria fixa o piso em R$ 2.050, mas a empresa paga R$ 1.800 há 2 anos. Ela pode cobrar:

O que ficou para trásContaValor aproximado
Diferença mensal do pisoR$ 250 × 24 mesesR$ 6.000,00
Reflexo no 13ºR$ 250 × 2R$ 500,00
Reflexo nas férias com 1/3R$ 250 × 2 × 4/3R$ 666,67
FGTS sobre esses valores8% de R$ 7.166,67R$ 573,33
TotalR$ 7.740,00

Muitas convenções também preveem uma multa para a empresa que descumpre as cláusulas, o que aumenta o valor. Os números servem só para ilustrar, sem correção e juros.

O piso salarial e as outras verbas

Quando o salário sobe para o piso correto, sobem junto as horas extras, o adicional noturno, o 13º, as férias, o FGTS e a rescisão. Por isso, a diferença do piso costuma puxar outras diferenças. Se você também recebe parte do salário por fora, a conta muda ainda mais. Veja salário por fora e horas extras.

Registrado numa função, trabalhando em outra

Um truque comum para pagar menos é registrar o empregado numa função de piso menor, como “auxiliar”, quando ele faz o trabalho de um cargo com piso maior. Se você exerce, na prática, a função mais bem paga, pode cobrar a diferença entre os dois pisos e pedir a correção da carteira. A prova vem das tarefas do dia a dia, das mensagens da chefia e do relato dos colegas que trabalhavam com você. Veja desvio de função.

Reajuste da data-base que não chegou

Todo ano, na data-base, o sindicato negocia um novo piso e um reajuste para os salários. Às vezes a convenção é assinada meses depois, com efeito retroativo. Nesse caso, a empresa deve pagar as diferenças desde a data-base, e não só a partir da assinatura. Se o seu salário ficou parado depois do reajuste da categoria, vale conferir os meses atrasados.

Diferença de piso na rescisão

Quando o salário estava abaixo do piso, toda a rescisão sai menor: aviso prévio, férias, 13º e a multa de 40% do FGTS. Por isso, a correção do piso também aumenta as verbas da saída. Veja verbas rescisórias.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se algum item combina com você, converse com um advogado trabalhista. A conversa é sigilosa.

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O que o TST já decidiu sobre piso salarial

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ OJ 358 da SDI-1 do TST

Quem foi contratado para jornada menor que 8 horas por dia ou 44 por semana pode receber o piso ou o salário mínimo proporcional às horas trabalhadas.

Ver a fonte oficial
⚖️ Súmula 384 do TST

O descumprimento de cláusulas da convenção coletiva, como o piso, permite cobrar a multa prevista nela.

Ver a fonte oficial
⚖️ Súmula 374 do TST

O empregado de categoria diferenciada só pode cobrar vantagens de uma convenção da qual a empresa participou, por meio do sindicato dela.

Ver a fonte oficial

Erros comuns sobre o piso salarial

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

O piso depende da categoria certa, da convenção certa e da função que você realmente exerce. O advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

Empregada doméstica tem piso salarial?

Em São Paulo, sem convenção própria, vale em regra o piso estadual de R$ 1.874,36 para jornada completa. Em outros estados, vale o piso estadual, se houver, ou o salário mínimo.

A empresa pode pagar menos que o piso no contrato de experiência?

Não. O piso vale desde o primeiro dia, inclusive na experiência, salvo regra específica da convenção.

O piso salarial é reajustado todo ano?

O piso da convenção muda na data-base da categoria. O estadual muda quando sai uma nova lei.

Trabalho meio período. Tenho direito ao piso inteiro?

Em regra, não: o piso pode ser proporcional às horas contratadas. Mas, se a convenção garante o valor cheio, ou se você acaba trabalhando a jornada completa, a diferença pode ser cobrada.

Quanto tempo tenho para cobrar a diferença?

Até 2 anos depois de sair, cobrando os últimos 5 anos. Quem ainda trabalha também pode cobrar, sem precisar pedir demissão.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

Receber abaixo do piso é perder dinheiro todo mês, quase sempre sem perceber. Com os holerites, a carteira e o nome do seu sindicato, um advogado trabalhista consegue encontrar a convenção certa e calcular a diferença.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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