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Pejotização no STF (Tema 1389): o que está em julgamento e o que fazer agora

Os três pontos que o STF vai decidir no Tema 1389, onde o julgamento parou, o que acontece com os processos e por que esperar pode custar caro.

Atualizado em 2026 · Leitura de 6 minutos

Em resumo
  • No Tema 1389, o STF vai decidir quando a contratação como PJ é válida, qual Justiça julga esses casos e quem deve provar a fraude.
  • O julgamento está parado desde dezembro de 2025 por um pedido de vista, mas, desde junho de 2026, os processos voltaram a andar nas Varas e nos TRTs, e só ficam parados no TST.
  • Enquanto isso, o prazo de 2 anos depois da saída continua correndo, e quem trabalhou como PJ com horário e chefe precisa guardar as provas desde já.

“Ouvi dizer que o STF proibiu processar a empresa.” “Os processos de PJ estão todos parados.” Frases assim circulam desde 2025 e deixam muita gente sem saber se ainda vale a pena cobrar os direitos. A verdade é mais simples: a pejotização no STF ainda está em julgamento, o tribunal ainda não decidiu nada em definitivo e os processos voltaram a andar na maior parte da Justiça do Trabalho. Mas há riscos e prazos que você precisa conhecer.

A pejotização no STF está em discussão no Tema 1389. O tribunal vai decidir quando a contratação como PJ é válida, se esses casos ficam na Justiça do Trabalho ou vão para a Justiça comum, e quem deve provar a fraude. O julgamento começou em novembro de 2025 e parou em dezembro, com um pedido de vista. Desde junho de 2026, os processos voltaram a andar nas Varas e nos TRTs; só ficam parados quando chegam ao TST. Enquanto isso, o prazo de 2 anos depois da saída continua correndo.

Veja os pontos em julgamento, a situação atual, os cenários possíveis e o que fazer agora.

📋 O que você vai ver neste artigo

O que é o Tema 1389 do STF?

É um processo com repercussão geral, ou seja, a decisão vai valer para todos os casos parecidos no país. O caso que serve de modelo é o ARE 1.532.603, e o relator é o ministro Gilmar Mendes (STF). Ele trata da pejotização, quando a empresa contrata alguém como pessoa jurídica para fazer o trabalho de um empregado, e também de outros contratos civis, como os de autônomos e representantes.

Os três pontos da pejotização no STF

PerguntaPor que importa
A contratação como PJ ou autônomo é válida?Define em que situações o contrato vale
Qual Justiça julga a alegação de fraude?Se ficar na Justiça comum, o caminho muda para o trabalhador
Quem precisa provar a fraude?Se for o trabalhador, a prova fica mais difícil

Linha do tempo da pejotização no STF

QuandoO que aconteceu
Abril de 2025O relator suspendeu todos os processos do país sobre o tema
Agosto de 2025O STF esclareceu que os casos de plataformas digitais ficam fora da suspensão
Novembro de 2025O julgamento começou no plenário virtual
Dezembro de 2025Um pedido de vista parou o julgamento
Junho de 2026Os processos voltaram a andar nas Varas e nos TRTs

Até a última atualização desta página, o STF não havia marcado a retomada.

Os processos de PJ estão parados?

Não na maior parte do caminho. Desde junho de 2026, a ação pode ser proposta, ter audiência, sentença e recurso no Tribunal Regional. A suspensão só vale quando o processo chega ao TST: ele fica parado lá até a decisão final do STF. Isso quer dizer que dá para produzir as provas agora, com testemunhas e documentos ainda frescos.

Por que esperar a pejotização no STF pode custar caro

Por isso, quem trabalhou como PJ com horário, chefe e salário fixo não deve esperar o fim do julgamento para agir. Veja pejotização.

O que o STF já sinalizou em outros casos

Nos últimos anos, o STF validou vários contratos de PJ e de terceirização, principalmente quando havia autonomia real, como em profissionais liberais com alta renda e liberdade para organizar o trabalho. Por outro lado, a própria lei trabalhista continua dizendo que vale a realidade: se existe subordinação, horário, pessoalidade e salário, existe emprego. O julgamento deve definir onde fica a linha entre um caso e outro. Veja vínculo empregatício.

Quanto pode valer? Um exemplo com números

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Lucas trabalhou 3 anos como “PJ” numa empresa de tecnologia, recebendo R$ 7.000 por mês. Tinha horário fixo, chefe, metas e não podia mandar outra pessoa no lugar. Nunca teve férias pagas, 13º nem FGTS, e a empresa o dispensou sem aviso. Se a Justiça reconhecer o vínculo, ele pode cobrar:

O que ficou para trásContaValor aproximado
FGTS de 3 anos8% × R$ 7.000 × 36R$ 20.160,00
Multa de 40% do FGTS40% de R$ 20.160R$ 8.064,00
13º de 3 anos3 × R$ 7.000R$ 21.000,00
Férias com 1/3 de 3 anos3 × R$ 9.333,33R$ 28.000,00
Aviso prévio de 39 diasR$ 7.000 ÷ 30 × 39R$ 9.100,00
TotalR$ 86.324,00

Os valores servem só para ilustrar, sem correção e juros. O seguro-desemprego e as férias em dobro podem aumentar a conta.

Pejotização no STF: como se preparar enquanto não há decisão

  1. Guarde as mensagens de chefes com ordens, horários e cobranças.
  2. Salve e-mails, crachás e escalas, e prints de sistemas de ponto ou de acesso.
  3. Anote nomes de colegas que podem servir de testemunha.
  4. Separe as notas fiscais e os comprovantes de pagamento mensal fixo.
  5. Converse com um advogado antes de completar 2 anos da saída.

Veja trabalho como PJ e CLT ou PJ.

Quem mais é afetado pelo julgamento

O Tema 1389 não fala só de quem abriu um CNPJ. Ele também alcança outros contratos usados para evitar a carteira, como o do autônomo que trabalha todos os dias para a mesma empresa, o do representante comercial com metas e chefe, e o do profissional contratado por cooperativa. Médicos, dentistas, corretores, vendedores, motoristas de entrega com empresa própria e profissionais de tecnologia estão entre os casos mais comuns. Em todos eles, a pergunta é a mesma: na prática, a pessoa tinha autonomia ou recebia ordens como um empregado?

O que fazer se a empresa propõe virar PJ agora

Algumas empresas aproveitam a incerteza para propor a troca da carteira por um contrato PJ. Antes de aceitar, compare com calma o que você perde: férias com 1/3, 13º, FGTS com multa, seguro-desemprego, licenças e estabilidades. Se a rotina continuar a mesma, com horário e chefe, a mudança pode ser vista como fraude. A lei também proíbe recontratar como PJ quem foi demitido há menos de 18 meses para prestar o mesmo serviço.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se algum item combina com você, converse com um advogado trabalhista. A conversa é sigilosa.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que a Justiça já decidiu

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ Ainda em julgamento: Tema 1389 do STF

O STF vai decidir a validade da contratação como PJ, qual Justiça julga os casos e quem deve provar a fraude.

Ver a fonte oficial
⚖️ STF, junho de 2026

O relator liberou o andamento dos processos nas Varas e nos Tribunais Regionais do Trabalho. Eles só ficam parados quando chegam ao TST.

Ver a fonte oficial
⚖️ Tema 725 do STF, 2018

É válido terceirizar qualquer atividade. Mas, quando há fraude para esconder um emprego, a lei trabalhista continua valendo.

Ver a fonte oficial

Erros comuns sobre a pejotização no STF

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

Num tema em julgamento no STF, a estratégia faz diferença. O advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

O STF proibiu processar a empresa por pejotização?

Não. O julgamento não terminou, e as ações continuam sendo propostas e julgadas nas Varas e nos Tribunais Regionais.

Motoristas e entregadores de aplicativo estão no Tema 1389?

Não. O STF esclareceu que os casos de plataformas digitais ficam fora dessa suspensão, porque o tribunal discute esse assunto em outro processo.

Se o STF decidir contra os trabalhadores, perco tudo?

Depende do que for decidido e das provas do seu caso. Mesmo com regras mais rígidas, a fraude comprovada continua sendo fraude.

Quando o STF vai julgar?

Não há data marcada. A retomada depende da devolução do pedido de vista.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa profile picture
Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

A notícia de que “o STF parou tudo” fez muita gente desistir de direitos que ainda pode cobrar. Com as mensagens, os comprovantes e os nomes de colegas, um advogado trabalhista consegue avaliar o seu caso e entrar com a ação no prazo.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
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