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Doença e invalidez

Epilepsia (CID G40) aposenta? Auxílio-doença, BPC, aposentadoria e demissão em 2026

O que significa o CID G40, quando a epilepsia dá direito a benefício do INSS, BPC ou aposentadoria da pessoa com deficiência, o laudo e o relatório de crises, e a proteção contra a demissão discriminatória.

Atualizado em 2026 · Leitura de 7 minutos

Em resumo
  • A epilepsia, por si só, não aposenta ninguém automaticamente: o INSS avalia o efeito das crises na capacidade de trabalhar, e não apenas o CID G40.
  • Dependendo do caso, o caminho pode ser o auxílio por incapacidade, a aposentadoria, o BPC ou a aposentadoria da pessoa com deficiência.
  • Demitir alguém por causa das crises é discriminatório, e o trabalhador pode pedir a volta ao emprego ou indenização.

Epilepsia aposenta? Essa é uma das primeiras dúvidas de quem recebe o laudo com o CID G40, que costuma chegar junto com muitas outras perguntas. Posso continuar trabalhando? O INSS paga alguma coisa? A empresa pode me demitir se descobrir? E, para muita gente, vem também o receio de contar a doença no trabalho e passar a ser tratado de outro jeito. A resposta para quase tudo é a mesma: depende de como a epilepsia afeta a sua vida, e não apenas do nome da doença.

A epilepsia (CID G40) não aposenta automaticamente. O INSS analisa quanto as crises limitam a capacidade de trabalhar, com laudos e relatório de crises. Dependendo do caso, o caminho pode ser o auxílio por incapacidade, a aposentadoria, o BPC ou a aposentadoria da pessoa com deficiência. No emprego, demitir alguém por causa das crises é discriminatório, e o trabalhador pode pedir a volta ao trabalho ou uma indenização.

A seguir, o que o CID G40 significa, os caminhos no INSS, o que pesa na perícia e a proteção no emprego.

📋 O que você vai ver neste artigo

O que é o CID G40, a epilepsia que pode aposentar?

O CID G40 é o código internacional da epilepsia, uma doença do cérebro que causa crises repetidas. O número depois do ponto indica o tipo de crise:

CódigoTipo
G40.0Epilepsia com crises que começam em uma área do cérebro
G40.1Crises parciais simples
G40.2Crises parciais complexas
G40.3Epilepsia generalizada, em que a crise atinge o cérebro todo
G40.6Crises de grande mal, sem outra especificação
G40.9Epilepsia sem outra especificação

Muita gente vive bem com a doença controlada por remédio. Outras pessoas têm crises frequentes mesmo com o tratamento, e é nesse grupo que os benefícios costumam aparecer.

Epilepsia aposenta ou dá auxílio-doença?

A resposta honesta é que a epilepsia aposenta apenas em alguns casos. O INSS não concede benefício só porque o laudo traz o CID G40. A perícia olha o que a doença causa na prática: quantas crises ocorrem, se elas são controladas, se há risco de queda ou de acidente no trabalho e se existem efeitos sobre a memória e a atenção. Quando a epilepsia aposenta, é porque as crises limitam o trabalho de forma séria. Quem tem a doença controlada, com poucas crises, muitas vezes continua trabalhando. Já quem tem crises frequentes, mesmo com remédio, pode ter direito a algum benefício, temporário ou permanente.

Existe mais de um caminho possível, e escolher o certo faz diferença. Informações erradas no pedido ou um laudo incompleto costumam levar ao indeferimento. Por isso, antes de pedir qualquer coisa, vale ter o seu caso analisado.

Epilepsia aposenta, dá BPC ou outro benefício?

SituaçãoCaminho que pode existir
Crises que impedem o trabalho por um períodoAuxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença)
Incapacidade que não tem perspectiva de melhoraAposentadoria por incapacidade permanente
Pode trabalhar só com restriçõesReabilitação profissional ou readaptação na empresa
Nunca contribuiu e a renda da casa é baixaBPC, benefício de um salário mínimo
Epilepsia com impedimento de longo prazo reconhecidoAposentadoria da pessoa com deficiência

Cada caminho tem regras próprias, e elas mudam com o tempo. As regras gerais estão na Lei 8.213/1991. Veja auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e BPC para pessoa com deficiência.

Perícia do INSS: o que pesa quando a epilepsia aposenta

Na perícia, o médico vê a pessoa por poucos minutos, em geral num dia sem crise. Por isso, o que a pessoa leva faz diferença. Os documentos mais importantes costumam ser:

Um familiar que presencie as crises também pode ajudar a explicar a rotina. Veja perícia do INSS.

Epilepsia aposenta pela regra da pessoa com deficiência?

A pessoa com deficiência tem regras próprias de aposentadoria, com menos tempo exigido do que a regra comum. Mas nem toda pessoa com epilepsia é considerada pessoa com deficiência. O INSS faz uma avaliação que olha o impedimento de longo prazo e as barreiras que a pessoa enfrenta no dia a dia. Em casos de crises frequentes ou de efeitos sobre a memória e a atenção, essa possibilidade merece ser verificada. Já a aposentadoria por incapacidade, quando concedida, segue a conta comum: 60% da média, mais 2% a cada ano que passar do tempo mínimo.

Posso continuar trabalhando com epilepsia?

Em regra, sim. A lei não proíbe ninguém de trabalhar por ter epilepsia. O que existe são restrições para atividades de risco, como trabalho em altura, com máquinas perigosas ou dirigindo, quando as crises não estão controladas. O médico do trabalho avalia a aptidão da pessoa para cada função. Se houver restrição, a empresa deve buscar uma função compatível, em vez de simplesmente demitir. E, quando o INSS reconhece uma incapacidade só para algumas atividades, a pessoa pode ter direito à reabilitação profissional.

Epilepsia e demissão discriminatória

Demitir alguém por causa da epilepsia é ilegal. A Lei 9.029/1995 proíbe a dispensa discriminatória, e a Súmula 443 do TST presume discriminatória a demissão de quem tem doença grave que cause estigma ou preconceito. Em um caso de epilepsia, o TST confirmou a decisão que reintegrou um trabalhador rural dispensado depois de crises mais constantes. A Turma destacou que a epilepsia, sozinha, não se encaixa automaticamente na Súmula 443. Mas, naquele caso, a doença foi a causa da demissão, e a empresa não conseguiu provar outro motivo.

Quando a Justiça reconhece a discriminação, o trabalhador pode escolher entre duas opções. Pode voltar ao emprego e receber os salários do período em que ficou afastado. Ou pode receber esse valor em dobro, sem voltar, além de indenização por dano moral. Veja demissão discriminatória e demitido doente.

Quanto pode valer? Um exemplo com números

O caso abaixo é hipotético, montado a partir de situações comuns.

Carlos trabalha num almoxarifado, com salário de R$ 3.500, e tem epilepsia há anos. Teve duas crises no trabalho, a empresa soube da doença e, algumas semanas depois, o demitiu sem explicação. Ele procurou um advogado e entrou na Justiça. Depois de 8 meses, o juiz reconheceu a dispensa discriminatória:

O que Carlos pode escolherContaValor aproximado
Voltar ao emprego, com salários do períodoR$ 3.500 × 8 mesesR$ 28.000,00
Ou receber em dobro, sem voltarR$ 28.000 × 2R$ 56.000,00
Dano moralDefinido pelo juizVaria caso a caso

Esses valores ainda recebem 13º, férias, FGTS, correção e juros, e dependem das provas. Os valores servem só para ilustrar.

O receio de contar a doença

Muita gente com epilepsia esconde o diagnóstico por vergonha ou por medo de perder o emprego. É um receio compreensível, porque ainda existe muito preconceito. Mas esconder também traz riscos: uma crise sem que ninguém saiba como ajudar pode ser perigosa, e a empresa que não sabia da doença tem mais facilidade para negar a discriminação. Em muitos casos, a conversa com o médico do trabalho, com sigilo, é o primeiro passo. A decisão de contar é sempre pessoal, e vale pensar nela com apoio profissional.

Crise de epilepsia no trabalho é acidente de trabalho?

Quando a crise acontece durante o serviço e causa lesão, como queda de altura, queimadura ou corte com máquina, o caso pode ter relação com o trabalho, principalmente se faltou prevenção por parte da empresa. Cada situação depende dos fatos e da perícia. Se a pessoa se machucar, vale guardar o registro do atendimento e pedir que a empresa emita a CAT. Veja CAT e auxílio-doença acidentário.

Você se identifica com alguma destas situações?

Se algum item combina com você, converse com um advogado. A conversa é sigilosa.

🔒 Atendimento pelo WhatsApp, com sigilo. A conversa não obriga você a entrar com nenhuma ação.

O que a Justiça já decidiu sobre epilepsia e demissão

Em resumo, é isto que a Justiça já decidiu:

⚖️ TST, 4ª Turma, 2015

A Turma manteve a decisão que considerou discriminatória a demissão de um trabalhador rural com epilepsia, dispensado depois de crises mais constantes, com reintegração e dano moral de R$ 37 mil.

Ver a fonte oficial
⚖️ Súmula 443 do TST

Presume-se discriminatória a demissão de quem tem HIV ou outra doença grave que cause estigma ou preconceito, com direito à reintegração.

Ver a fonte oficial

Erros comuns de quem tem epilepsia

Por que ter um advogado acompanhando o seu caso

Na epilepsia, o resultado no INSS depende de mostrar, com documentos, como as crises afetam o trabalho. Dois pacientes com o mesmo CID podem ter respostas diferentes porque um tem laudos completos e o outro tem uma receita. Além disso, escolher o benefício errado pode levar ao indeferimento e à perda de meses. Do outro lado, na empresa, a discriminação costuma ser sutil e depende de provas.

Por isso, o advogado:

Cada caso é analisado individualmente, sem promessa de resultado.

Perguntas frequentes

Quem tem epilepsia pode se aposentar?

Depende de como a doença afeta o trabalho. A epilepsia aposenta quando a aposentadoria por incapacidade só cabe quando as crises impedem o trabalho de forma permanente. Em outros casos, existem outros caminhos, como o BPC ou a aposentadoria da pessoa com deficiência.

Epilepsia é considerada deficiência?

Nem sempre. O INSS faz uma avaliação própria, que considera o impedimento de longo prazo e as barreiras que a pessoa enfrenta.

A empresa pode demitir quem tem epilepsia?

Pode demitir sem justa causa quem não tem estabilidade. Mas não pode demitir por causa da doença. Se a demissão for discriminatória, o trabalhador pode pedir a volta ou a indenização.

Epilepsia dá isenção de imposto de renda?

A lei lista as doenças que dão isenção, e a epilepsia não aparece nessa lista pelo nome. Quando há outra doença da lista ou sequela grave, cada caso exige análise.

Quanto tempo tenho para cobrar a empresa?

Até 2 anos depois do desligamento. No INSS, quem recebe uma negativa tem 30 dias para recorrer.

O que dizem nossos clientes

Avaliações reais de clientes no Google.

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ronypeterson freire de Sousa
05/04/2024
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Recomendo o trabalho do Dr Jonas super competente depois de 10 anos eu já tinha até perdido as esperança e ele lutando pelo processo muito obrigado Dr Jonas
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Marcelo JR profile picture
Marcelo JR
05/04/2024
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Muito bom. Sempre a serviço dos seus clientes. Tenho um processo com o Jonas desde 2013, e ele nunca parou de correr atrás e de tentar resolver. Devido a sua eficiência estamos conseguindo solucionar o nosso processo, e resolver o problema e receber os meu valores, devidos pela empresa. Super indico. Nota 10. Eficiência máxima.
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Diogo Rodrigues
05/04/2024
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Bom vamos lá, meu processo perdurou por mais de 10 anos, não foi fácil até por que a empresa onde trabalhava pediu falência, Dr.Jonas por meio de estratégias conseguiu algo que praticamente era impossível, chegar em um acordo e enfim resolver minha pendência com a empresa. Muito grato, pelos serviços prestados, podem confiar no profissional ele não promete milagres. Atenciosamente,
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Joelson Costa
04/04/2024
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Experiência muito boa pois fui bem recebido pelo grupo,e o meu prosseso foi conduzido com experiência pelo grupo, é índico para TDS que venha precisar dos trabalhos do grupo Figueiredo!!!
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Ana Clara
27/03/2024
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Excelente Profissional, advogado com trato e experiência jurídica ímpar. Certamente recomendo!
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Andreliza Souza
26/03/2024
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São prestativos e eficientes , estao a disposicao sempre para nos orientar....obrigada
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thais borges
18/03/2024
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Fodaaaaa 👊🏽
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Pablo Wender Dias
15/03/2024
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Atendimento nota 10, Jonas como sempre muito atencioso e prestativo, apresentando a melhor solução para o litígio.
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Luana Campos
15/03/2024
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Fui muito bem atendida desde a consultoria até o ganho da minha causa, pagamentos das parcelas foram feitos nos dias corretos, empresa justa! 🙏🏻

Você não precisa decidir isso sozinho

Viver com epilepsia exige cuidado com a saúde e com a rotina, e ninguém precisa enfrentar o INSS e a empresa sem apoio. Com os laudos, o relatório de crises e os documentos do trabalho, um advogado consegue avaliar o caminho certo para o seu caso.

O atendimento é pelo WhatsApp, com sigilo, e a conversa inicial não obriga você a entrar com nenhuma ação.

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Sobre o autor
Jonas Figueiredo
Advogado trabalhista · OAB/SP 301.308
Atua em direito do trabalho desde 2010. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito (EPD), com MBA em Direito e Prática do Trabalho e em Direito e Prática Previdenciária. Tem formação em Técnicas de Negociação e em Planejamento Estratégico para Escritórios de Advocacia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).
📰 Já falou à imprensa sobre direitos de quem trabalha: Migalhas, Portal Hospitais Brasil, PE News e outros. Veja na mídia
💬 Quero que analisem meu caso